sábado, 17 de maio de 2008

Eu e tu...não dá [Capítulo 12]

- O QUÊ?????? Mas como? Porquê? - ia perguntando eu, levantando-me da cama. Levei as mãos à cabeça e comecei quase a chorar. De repente, ele sai da casa-de-banho com apenas uma toalha enrolada à volta da cintura.
- Hey, calma! Era só uma partidinha! - disse ele, entre risos.
- Como uma partidinha? Sabes como eu já estava desesperada?
- Oh, babe, tem calma!
- Calma? Calma, Tom Kaulitz? Tu tens ideia de como me puseste nervosa?
- Hey, não é para tanto!
- Como não? Eu já ia chorar, eu tava...eu tava...
- Calma... - disse ele, num tom meigo, abrançado-me. Encostei a minha cabeça no seu peito, fechei os olhos e não contive uma lágrima.
- F*da-se, Tom...
- Calma, Ni...eu tou aqui...só p'ra ti...e até sei rimar...i...
- Idiota...
- Vês? Também começa com "i"...
- Opá!
- Não, essa já é com "o".
Limpei a lágrima e não contive o riso. Ele era tão parvo que me fazia rir mesmo nos momentos em que eu não tinha motivos para isso.
- Ficas tão sexy só de toalha... - disse-lhe eu.
- Oh, e tu estás...nua.
- Han? Mas eu tava... - olhei para o meu próprio corpo. Com tanto entusiasmo na noite passada, nem me tinha vestido. Possuía apenas a minha própria pele. E com tanto desespero da partidinha de mau gosto do Tom, nem consegui pensar em mais nada. - Então não é que estou mesmo?
Sorriu, tirou a sua toalha, enrolou-a à minha volta e puxou-me para ele. Ficámos os dois enrolados na enorme toalha. Eu ri-me e depois ele beijou-me.
- Foste tomar banho? - perguntei.
- Não, acabei de me despir, ia agora tomar banho...tu também tens de tomar banho, não?
- Ya...tás numa de poupar água?
- 'Bora - respondeu ele com um sorriso.
Dirigimo-nos à casa de banho, entre beijos, risos, sorrisos, carícias...a banheira era enorme e estava cheia de água quente e de espuma. Entrámos na banheira. Estava mesmo a precisar daquilo!

(...)

Eu, a Su, a Joana e a Inês ficámos a ver o concerto do backstage. Deus, eles tocam mesmo bem! Mas isso já toda a gente sabe. No final, esperei o Tom com uma garrafa de água numa mão e uma toalha na outra. Ele dirigiu-se a mim, suado mas com um sorriso.
- Toma - disse-lhe eu, dando-lhe as coisas.
- Obrigada, estava mesmo a precisar! - agradeceu ele, pondo a toalha à volta do pescoço. Bebeu um gole de água e puxou-me pelas ancas. - obrigado por tudo, mesmo.
- Tudo o quê, tonto?
- Por seres quem és, por estares aqui...
- Eu estive aqui o tempo todo, só que tu não tinhas maneira de me conhecer.
- Tens razão...mas agora...
- Agora...?
- Amo-te... - puxou-me ainda mais para ele e beijou-me apaixonadamente.

(...)

Dia seguinte. Estávamos no autocarro, de volta para Lisboa. A despedida das minhas amigas tinha sido mesmo má. Estava um pouco triste, mas o Tom fazia-me sempre rir. Deve ser porque ele é mesmo parvo. Mas a verdade, é que eu gosto dele assim. Eu sempre me apaixonei por idiotas. O Tom não é excepção. Não...o Tom não foge à regra.
Agora, surgia outro problema. O Tom ia embora...e agora?

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