Nicky: O quê?
Tom: Pois! A má notícia é que é no Porto...a boa é que ficamos mais uns dias em Portugal. O concerto foi agendado para dia 20. Vamos embora amanhã...
Nicky: Mas isso não tem um lado bom de todo!
Tom: Não podes vir?
Nicky: Não devo poder, Tom!
Tom: Tens de vir! Pede aos teus pais! Se for preciso eu falo com eles! Mas tu tens de vir connosco!
Nicky: Com vocês?
Tom: Sim! Então e se eu for a tua casa pedir aos teus pais que venhas no autocarro da banda? De qualquer maneira, depois temos de regressar a Lisboa. Partimos de avião daí...
Nicky: E tu eras capaz de fazer isso?
Tom: Eu era mais que capaz! Quando queres que vá?
Nicky: Se é amanhã...hoje, não é?
Tom: Ok, a que horas?
Nicky: Hoje à tarde, a minha mãe está em casa, podes falar com ela. Depois falamos com o meu pai.
Tom: Ok. E onde nos encontramos?
Indiquei-lhe o sítio onde nos podíamos encontrar e desliguei a chamada.
- Então? - perguntaram Pinky e Ycky ao mesmo tempo.
- Más notícias. Eles vão embora.
- Vão voltar p'r'Alemanha? - perguntou Pinky.
- Não. Vão para o Porto - respondi.
- Então e agora? Nós ficamos sem eles aqui, e tu especialmente sem o Tom...mas eu quero ir ao concerto do Porto! - disse Ycky.
- Pois, mas eu tenho e falar com a minha mãe. O Tom quer que eu vá no autocarro da digressão.
- O quê???? - perguntaram as duas. Já esperava o escândalo.
- Foi ele que disse. Mas se os meus pais não deixarem...bem que me lixo!
As duas ligaram às suas mães que autorizaram que elas fossem ao Porto, porque a mãe da Roxy se ofereceu para se encarregar delas.
(...)
Encontrei-me com o Tom e com o Bill na estação de comboios. É claro que as outras duas histéricas foram comigo! Fomos até minha casa. Eu, agarrada ao Tom. As outras duas, cada uma debaixo de um braço do Bill. Meti a chave na porta do prédio e entrámos. Não podíamos ir todos no mesmo elevador. Então as histéricas e o Bill foram num e eu e o Tom no outro. Ele olhou-me outra vez intensamente nos olhos, mordeu o lábio e puxou-me pelas ancas, mal o elevador começou a subir.
- Tinha saudades tuas... - disse ele, demasiado perto de mim.
- Eu também... - respondi num sorriso atrevido.
Coloquei as minhas mãos no seu pescoço. Ele puxou-me ainda mais. Ficámos absolutamente colados. Não parávamos de morder os nossos próprios lábios...ele encostou o seu nariz suavemente ao meu, fazendo-me cócegas, ao que eu respondi com um sorriso, que também ele foi retribuído. E quando nos íamos beijar, sentimos um pequeno solavanco. O elevador parou. Espera...já chegámos ao quinto andar? Foi rápido! Oh, Deus, a luz está fundida de novo...espera lá...tentei abrir a porta e apercebi-me de que não tocava na porta! Tocava sim, numa parede. Um pedaço de cimento que separava um andar do outro. Aquilo já tinha acontecido. Carreguei no botão para o quinto andar. Nada. O elevador não andava mesmo! Abri a tampa do telemóvel, de modo a que houvesse alguma luz. Estávamos entre o terceiro e o quarto andar. Percebi que não tinha rede ali. O Tom também não devia ter. Pior que isso...o alarme do elevador velho (aquele onde estávamos) estava avariado! Já aflita, virei-me para trás, onde percebi que Tom também não estava lá muito calmo.
- Tom...estamos fechados.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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