domingo, 11 de maio de 2008

Eu e tu...não dá [Capítulo 7]

- Tom, de novo?
- E vou continuar até que tenha de me ir embora.
- Porra, Tom. Eu não quero curtir contigo. Aliás, eu não consigo.
- Não consegues?
- Eu não sou do teu género. Hoje estamos bem, curtimos, e depois chega o dia em que tens de ir embora e "Bye, bye, Tom! Bye, bye, Nicky!". Eu não estou para isso, percebes?
- Percebo. Agora percebo. Mas eu também não quero curtir contigo.
- Então queres o quê ao beijar-me?
- Não sei. Parece que tenho um íman a ti.
- Eu acho que se chama química.
- Seja química ou física, nós temos isso em abuso!
- Temos?
- Temos...
Almoçámos e fomos dar uma volta por Lisboa. Conversámos sobre absolutamente tudo. Eu já sabia até demais sobre ele, mas ele não sabia quase nada sobre mim. Foi engraçado, claro. Nós provocávamo-nos mutuamente. Ele era demasiado atrevido, mas ao mesmo tempo, tinha piada. Eu adorava a maneira como ele falava comigo, como ele me olhava nos olhos. E de novo, ele tinha de ir embora, e eu também.
- Dá-me o teu número de telemóvel - pediu ele, pegando no telemóvel dele.
Wait a minute...o meu amor platónico quer o meu número de telemóvel! Ok, óptimos progressos! Digitei o meu número no seu telemóvel e gravei.
- Eu ligo-te amanhã e combinamos outra coisa, ok? - perguntou ele com um sorriso.
- Claro! - respondi, alegre.
Quando fui para casa, não queria acreditar. Eu andava a sair com o meu amor platónico e ele insistia em querer beijar-me e sair comigo! "Estarei acordada?", era a pergunta que pairava dentro da minha cabeça. Tinha medo de que ele não estivesse lá. Que eu andasse demasiado obcecada e a sonhar demasiado acordada. Mas as minhas amigas tinham estado comigo e com os gémeos, e todas podíamos comprovar. Tínhamos estado com os Kaulitz.
À noite, eu não conseguia dormir (porque será?). Já tinha desligado o telemóvel mas resolvi ligá-lo de novo para ver as horas. Devia ser tardíssimo! Pelo tacto, no meio do escuro, cheguei ao telemóvel. Meti-me debaixo dos lençóis e dos cobertores e liguei-o. Senti logo um clarão, a luz fortíssima do telemóvel a dar-me nas trombas. Fechei de imediato os olhos. Virei o telemóvel para baixo, evitando a luz. Também pelo tacto, marquei o código PIN. Depois do telemóvel estar ligado, tinha uma mensagem por ler. "Alguma das minhas amigas", pensei. Errado! A mensagem era de um número que eu não conhecia e não parecia português. "Hallo. It's Tom. I just wanted to say good-night princess =) i'll call you tomorrow, baby. Kiss**", era o que a mensagem dizia. Parei por segundos, olhando fixamente a mensagem. Quase chorei e quase berrei. Evitei tudo isso para não acordar ninguém. Por dentro, estava histérica! Quando recuperei, guardei o número rapidamente e gravei a mensagem no telemóvel. Oh, meu Deus! Eu nem quis saber das horas! Felizmente, acabei por adormecer pouco tempo depois.
No dia seguinte, à hora do almoço, estava em casa da Pinky com ela e com a Ycky. Almoçávamos as três juntas, de vez em quando, nas férias. Senti o telemóvel vibrar dentro das minhas calças. Tirei-o e vi o número do Tom. Abri apressadamente a tampa, apenas dizendo às minhas amigas:
- É o Tom! - elas apressaram-se a ficar histéricas.

*Ao telefone*
Nicky: Estou?
Tom: Hallo... *notei algo diferente na sua voz*
Nicky: Olá, Tom. Tudo bem?
Tom: Nem por isso, Nicky. Temos um problema.
Nicky: "Temos"?
Tom: Sim. Eu e tu. E não sei como resolver.
Nicky: Então?
Tom: Eu e a banda temos outro concerto agendado cá em Portugal, de última hora...no Porto.

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