O quarto estava iluminado por imensas velas vermelhas, a cama era enorme e haviam pétalas de rosa espalhadas por todo o quarto. As velas cheiravam mesmo muito bem.
Senti-o colado, atrás de mim. Sentia a sua respiração no meu pescoço. Passou os seus lábios na minha orelha, mordiscou-a e agarrou-me pelas ancas.
- Pensavas que eu me ia embora sem fazer isto? - sussurou ele ao meu ouvido.
- Mas tu fazes isto em todas as tuas one-night-stands?
- Não, claro que não. Costumo entrar pelo quarto adentro já com uma rapariga "encaixada" nas minhas ancas. Mas contigo, é óbvio que é diferente.
- Porquê?
- Porque, como já te disse, eu gosto de ti.
- As velas cheiram tão bem... - disse eu e soltei um leve riso.
- Dizia no pacote que são afrodisíacas... - disse ele e mandou-me um sorriso do mais maroto que há.
Dentro da minha cabeça, ia uma confusão enorme. Eu queria acreditar, mas não conseguia. "Que tal deixares-te levar? Mesmo sendo tu apenas mais uma fã", pensei eu. Seria apenas mais uma fã, mais uma curte, mas isso não me importava no momento. Não me incomodava de todo. Senti os seus lábios passarem da minha orelha para o meu pescoço enquanto me começava a tirar o casaco. Virou-me de rompante para ele, mordendo o seu lábio inferior e beijou-me. Depois foi-me desapertando o cinto das calças. Fomo-nos despindo lentamente, saborear o momento. Depois ele colocou o preservativo e...
- Tom... - disse eu.
- Que foi, princesa?
- Eu... - fiquei envergonhada e não quis dizer.
- Nunca...
- Pois...
- Tens medo?
- Não...quer dizer...
- Queres que pare? Eu não preciso de fazer isto e tenho de te respeitar. Eu gosto de ti.
- Não, eu não quero parar. Posso nunca mais poder fazer isto...quer dizer, não contigo.
- Ok, então...se doer, se quiseres que pare...já sabes, tu não tens de ter vergonha. Diz-me se quiseres parar, eu não me importo.
Quando dei por mim, o seu membro já penetrava dentro de mim, causando alguma dor. Doeu das primeiras vezes que ele penetrou. Gemi um pouco. Mas depois passou. E depois da dor...o prazer. Já exaustos, deitámo-nos. Deitei a minha cabeça sobre o seu peito.
- Eu amo-te, Tom... - sussurei eu.
- Han?
- Disse que te amo.
- Han?
- Amo-te.
- O quê?
- Amo-te, idiota!
- Ah, ok...
- Estúpido...
- Porque é que tu me chamas-te estúpido?
- E porque é que tu só me ouves quando eu te insulto?
- Olha, sei lá...talvez porque o dizes com mais convicção.
- 'Tás a gozar?
- Han?
- Opá!
Indignada, atirei-lhe uma almofada à cara. Ficámos a falar, e já tarde, adormeci.
***Ponto de vista do Tom***
Tinha-a ali, nos meus braços, com a cabeça por cima do meu peito. Ela parece um anjo quando dorme. Mas só mesmo quando dorme. Ela tem uma pele tão suave, uns olhos tão cativantes, uns lábios tão delicados...ela parece tão ingénua e sensível. Talvez o seja. Ela é só uma miúda de quinze anos. Já aconteceu uma fã dizer que não podia ter sexo comigo porque nunca o tinha feito, e não queria "fazer figuras". Depois abandonou o meu quarto de hotel. Mas a Nicky...ela tem algo especial. Não digo isto por ela se ter aventurado a perder a virgindade comigo. Ela apenas...foi a única rapariga que me chamou tanto a atenção, desta forma que ela o faz. Nunca pensei tanto numa rapariga como penso nela. Nunca sonhei com nenhuma rapariga todos os dias desde que a conheço. Nunca me aconteceu o que me está a acontecer. Nem precisava que ela tivesse feito amor comigo. Eu só a quero aqui, comigo. Deitada do meu lado, ao pé de mim, comigo em todos os momentos. Quero que ela fique aqui para sempre. Para mim, isto podia ser eterno...acho que pela primeira vez, posso dizer realmente que gosto de uma rapariga...de verdade. Não me parece que seja algo passageiro. Eu nunca me senti nervoso para beijar assim uma rapariga. Quando a beijei pela primeira vez, estava tão ou mais nervoso que no meu primeiro beijo. Quando estive com ela, esta noite...foi absolutamente...nem sei explicar. Nunca tinha estado com alguém, assim com tanta vontade, com tanto desejo. Não fiz isto por pura diversão ou prazer. Fiz isto porque fez sentido. Porque a desejo. Porque ela é a minha Princesa...
*********
Acordei, de manhã. Não tinha o Tom ao meu lado. Mas...porquê? Em vez dele, apenas estava lá um bilhete. "Desculpa, mas tive de ir embora. Voltei para Lisboa. Beijos, adoro-te".
- O QUÊ??????
quinta-feira, 15 de maio de 2008
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