quarta-feira, 6 de agosto de 2008

We are together...Always - Capítulo 18

-Não quero saber das tuas ideias Kaulitz. Não gostei mesmo nada da tua linda piada. - Acabou de provar as suas roupas e saiu do camarim - Sê útil e diz se fica bem ao menos, mas controla o Kaulitzy.

-Mas esta é mesmo boa, é para compensar isso. Mas vá, mostra lá. - Disse já depois de ter acabado de se vestir de novo.

- Vá diz lá. E já agora, olha-me. - corou ao dizer aquilo. - Okay, isto soou mal.

-Tipo, eu odeio o campo, mas podíamos ir todos acampar, por ti fazia isso e já agora perdoavas-me. -Disse e finalmente olhou para ela. -wooow, eu vou ser mesmo o teu estilista pessoal! Estás linda com essas calças.

- Não gosto de campo também. Finalmente, algo em que estamos de acordo! Só te perdoo se cantares no meio dos provadores em boxers! - gozou, rindo - Epah eu até que nem gostava delas mas, coiso. Pronto vá, são giras.

-Então vá, mas no mesmo provador que tu? - Interrogou-me. - EU SABIA! Eu até sei escolher roupas giras!

- Kaulitz, pára de te atirares a mim caralho! Não vês que isso só me faz odiar-te mais?! - esbracejou, irritada - Eu queria dizer para andares no meio deste corredor, com toda a gente a ver. Tipo a cantares "Staying Alive"!

-Eiiii, isso é figuras a mais, se alguém me apanha aqui vai ser a vergonha total! Mas faço-o se também cantares e estivermos vestidos!

- Ah, ah , ah Staying Alive ! - começou , Cê, esbracejando no ar e rindo. - Vá agora és tu, e ninguém te conhece! Viva la vida pá!

-Staying aliiveeeee. -Continuou e levantou os braços e dançou.

Dançaram pelo corredor, deixando as pessoas estupefactas a olharem para eles. Por momentos entenderam -se e começaram a rir juntos, mas por motivos diferentes. A Cê ria-se da voz aguda dele e dos seus movimentos, enquanto se ria do seu riso alegre. Mudaram de roupa e saíram dos provadores, sempre trauteando a música bem alto.

http://br.youtube.com/watch?v=5rKo7Tf5YBQ

Finalmente eu e o Tom aparecemos depois que ouvirmos vozes semelhantes às de Cê e Bill cantarem bem alto. Fomos ver o que era e deparamo-nos com eles a dançar.

-Vocês são doidos, mesmo! - Disse estupefacta.

- É sabes babe, eles amam-se! - gracejou Tom, colocando um braço por detrás de mim.

- Imenso Tom, nem tens noção! Mais cinco minutos e eu morria com a voz orgásmica do teu gémeo! - Deu uma ligeira cotovelada a Bill, que apenas se riu da piada.

-Sabem, eu tive uma ideia. Queria perguntar o que acham. - Disse Bill dirigindo-se a nós.

-Chuta aí.

-Nós os quatro podíamos ir acampar. Ir para o campo. -Disse com um sorriso na cara.

- Billy a onda do Staying Alive bateu forte não? Tu-odeias-campo! - ergueu a sobrancelha, mas o rosto sereno do irmão fê-lo calar-se imediatamente - Mas mato, escuridão e gajas connosco parece-me muito bem!

- Gajas?! - interrogou a Cê, perplexa - Então mas eu andei contigo na escola pá? O meu nome é Cátia, Cátia Viana, não gaja. E a Cárol é Ca-ro-li-na. - Ele assumiu um olhar chocado, mas não disse nada - Agora repete com a tua pronúncia primitiva antes que eu me passe.

- Pronto okay, Cátia Viana e Carolina, desculpem - Foi irónico na pronuncia dos nomes, mas a Cê não lhe ligou. Estava mais ocupada a desviar a sua mão esquerda, que era procurada pela de Bill.

- Páras com isso?! - Semicerrou os olhos e focou-se nele.

-Que fiz eu? han? - Interrogou-a.

-Estás a tentar tocar-me dissimuladamente. Acho que já deixei bem claro que não quero nada contigo. - Estava a começar a ficar de novo irritada, e isso reflectia-se pela brusquidão das suas palavras.

-Calma. Queria tocar-te para que percebesses que te queria dizer uma coisa!

- Queres dizer que me amas é? - inquiriu, sarcástica.

-Não, mas acho que devíamos ir embora. No? - Interrogou-a.

- Anda lá, então. - começaram a andar - Mas vamos onde?

-Para casa. Já têm roupa suficiente! -Apontou para os sacos.

- Nãao Bill, não quero ir para casa. - Pediu. - Quero ver a cidade, afinal vim cá para conhecer não para molengar!

Pois, mas eu estou cansado. Vamos amanhã ver a cidade. - Disse.

- Ai sim? Então vai dormir, seu fraco. - retorquiu azeda. - Vou passear sozinha, não preciso de ti. Guias é o que não faltam e bem mais simpáticos que um convencido como tu! - Começou a afastar-se a largos passos, exasperada.

-HEY!- Gritou. -Não te deixo ires sozinha para o meio da cidade! Podes-te perder. E além disso não tens dinheiro nenhum. Nem sabes onde é a nossa casa.

- Achas que eu não ia para um concerto sem dinheiro?! És ainda mais estúpido do que eu pensava! - riu altivamente - Tenho cartão de crédito dos meus pais para emergências. Não me perdi à nascença, não me perco agora. E para além disso, não estava a contar dormir na tua casa. - replicou - Tenho uma amiga na cidade, fico na casa dela!

-Pois mas nós não sabemos quem é. -Apontou para mim e para o Tom.- Portanto vais dormir para nossa casa! E vens connosco sim.

- Não tens que conhecer os meus amigos, e pára de mandar em mim, seu anormal! - aproximou-se dele e olhou-o bem nos olhos É a última vez que repito - silibou, decidida - Tu não te metas no meu caminho nem maus uma vez, senão dou cabo de ti.

-Vá já chega. - Disse. -Cê é verdade, ela pode ser uma raptora ou estar envolvida sei lá com o quê. Não sejas assim para ele. - Parei - Anda lá connosco.

- Olhem adeus. - Virou costas e afastou-se a toda a velocidade.

-Passou-se de vez. É desta que choro mesmo. - Disse chocada.

- Ela até tem razão vocês não a deviam controlar assim- sugeriu Tom - Já deu para ver que ela odeia isso, e quanto mais a aprisionam, pior.

-Mas Tom, nós só estamos preocupados. Se lhe acontece alguma coisa a culpa é minha, fui eu que insisti para ela vir. - Olhei-o nos olhos.

- Oh, ela volta. Se se perder, a culpa é tua Bill. - Voltou-se para ele e ajeitou o boné - Ela até pediu com gentileza, mas tu egoísta como sempre, disseste-lhe que não. Sempre a mesma coisa! - concluiu.

-Tom amor, não sejas assim. - Disse-lhe.

- É verdade, a culpa é exclusivamente do meu querido irmãozinho! - Ironizou, zangado com o comportamento que Bill tivera.

-Porque é que a culpa é sempre minha? - Interrogou-o.

- Porque és um anormal e ainda não reparaste que a rapariga é diferente das outras! - Alarmou - Ela não quer um romance todo folhadinho nem te faz as vontades todas como estás habituado e isso irrita-te! Ela não te odeia, apenas te quer acordar para a vida, Bill! - Tom estava visivelmente zangado, como se estivesse a dizer tudoa quilo que tivera entalado na gargata há muito - E sabes que mais? Tu mereces a forma como ela te trata!

-Tom, calma. A sério, é melhor irmos embora. - Disse-lhe. -E Bill... Ela é realmente diferente. Não te vai fazer as vontades todas. - Informei-o. -Vamos para casa?

-Sim vamos. - Disse, mas não lhe saia da cabeça aquilo que o seu irmão tinha dito. Será que ele estava mesmo habituado a ter tudo?

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