Levantei o dedo e ficaram todos a olhar para mim.
- Que foi babe?
-Será que posso fazer uma pergunta?
- Ya, ignora os pombinhos assanhados. - Disse com desdém. A Cê e o Bill calaram-se por momentos, deixando a sua guerra aberta por instantes.
-Nós não temos roupa. Comé? Vamos andar nuas é?
- Vamos ás compras assim que chegarmos à Alemanha. Eu e o Bill oferecemos. - sorriu, simpático.
-Acho muito bem bébé - Disse dando-lhe um pequeno e curto beijo.
- Não quero nada do Bill - interveio a Cê a resmungar.
- O nosos dinheiro está misturado Cêzita - ironizou o Bill - A não ser que aceites, andas nua!
-Eu sinceramente acho que devias andar nua cê. - Informei-a da minha opinião.
- Eu sou pudica, não posso. - respondeu ela imediatamente - Por isso é que não gosto que se aproximem a menos de cinco centímetros de mim - deu ênfase à última frase, com o intuito de provocar ainda mais o que seguia a seu lado.
-Quando é que te calas cêzinha? - Bill dirigiu obviamente a palavra à Cê.
- Quando tu me obrigares amor. - respondeu ela, visivelmente mais feliz com a reacção dele
Bill rapidamente obedeceu e pôs a mão na boca dela.
-Isso mesmo, C-A-L-A-D-I-N-H-A. - Soletrou.
Ela esbracejou automaticamente, mas ele não retirou a mão. depois de vários segundos a Cê começou a ficar roxa e a perder vigor nos movimentos, à semelhança de uma pequena tempestade que, ora rebenta ora se esvai. Reparando na cor dela, Bill retirou imediatamente a mão, chocado.
-Que foi? Estás bem? Cê? - Disse muito rápido aparentemente preocupado.
Ela começou a respirar com dificuldade, e após vários segundos, conseguiu soletrar.
-Eu sou asmática, não consigo respirar como deve ser agora.
Continuou a fazer um esforço para empurrar o ar para os pulmões mas sentia-se completamente descontrolada.
-Desculpa desculpa desculpa. Não sabia. Desculpa Cê... -Repetiu vezes sem conta.
- A tua amiga está bem? - perguntou-me Tom muito depressa. Não tive tempo para responder, pois ele virou-se rapidamente para Bill e começou a praguejar - Merda Bill, que vergonha ser teu gémeo, ias matando a rapariga!
-Não foi por mal! Porra! - Disse.
- Estúpido! - maltratou Cê assim que conseguiu respirar novamente - Nunca mais me tocas seu retardado!
-Já pedi desculpa! Merda, foi sem querer! Eu não sabia! -Defendeu-se.
- Enfia as desculpas debaixo da unha de gel! - redarguiu a Cê. Depois, assumiu uma posição grave e colocou os phones nos ouvidos e pegou num caderno que estava ali abandonado. Tirou a caneta do bolso e começou a escrever, não pronunciando quaisquer palavras até ao final da viajem. Nem mesmo as provocações de Bill a distraiam, simplesmente ela já estava farta.
-Tom, amor, resolve lá as coisas com o Bill, eu sei que ele não fez por mal... - Pedi.
- Ele é infantil! - reclamou, exasperado, enquanto ajeitava o boné. - Sinceramente, eu venero a tua amiga pelas respostas que lhe dá, ele merece! Ia-a matando, é mesmo banana!
-Tom... Estarem assim é que é uma infantilidade. Não sejas assim.
- Não gostas que eu seja assim é? - Mordeu o lábio pertodo local onde tinha o piercing e sorriu.
-Estamos a falar a sério ou queres brincadeira? – Sorri maliciosamente.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
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