-Estou CHOCADO! - Disse Tom.
- Continua assim que vais longe - devolveu ela, visivelmente mais satisfeita.
-Sinceramente babe, EU TAMBÉM! - Disse.
Os outros dois soltaram uma gargalhada sonora e coltaram-se para as caras chocadas deles. Não se contiveram nem mesmo quando Tom começou a revirar os olhos.
-Assim já estamos melhor.- Respondeu Bill.
- Bill mano, finalmente fazes alguma coisa inteligente! - Abraçou o irmão e deu-lhe umas ligeiras palmadinhas nas costas, visivelmente satisfeito. Bill apenas lhe sorriu, pensando no seu íntimo, que o irmão conseguia ser um grande palhaço quando queria. - Cê, que lhe deste tu? Nunca tinha visto um resultado tão produtivo em tão pouco tempo! - comentou, dirigindo-se à rapariga de cabelos castanhos que os observava afastada e com um sorriso malicioso nos lábios.
- Desprezo, argumentos que intimidam e uma boa dose de rudez à mistura. - parou de enumerar o que tinha feito e voltou-se para o seu interrogador - Chega?
-Sim, pelos resultados, sim. Dá cá um abraço ao cunhado! - Abriu os braços.
- Cunhado?! Merda, não! Eu não ando com o Bill. - O moreno assumiu uma expressão recatada ao ouvi-la dizer aquilo, mas não se manisfestou. - Ele ainda vai ter de trabalhar muito para isso! - resmungou entredentes, para que ninguém
-Oi? - Disse entrando na conversa. Beijam-se ó caralho e discutem e não são namorados?!
-Por mim...- Disse Bill - Por mim eramos, mas esta teimosa nem quer vir á Alemanha.
- Bill, entende uma coisa. - Eu não quero que hajam sucídios em massa por causa de mim e também não quero ficar a ver-te ir embora para uma qualquer tour. Não sou daqueles pacientes que esperam pelo seu amado, isso é para pessoas sem vida. Tenho bastantes objectivos e penso cumpri-los a todos para um dia ser bem sucedida. Infelizmente, os meus objectivos não estavam a contar contigo, portanto...
-Portanto nada! Aqui o Boss sou eu e vou levar a Carolina agora durante as férias. Portanto tu vens connosco! - Disse Tom muito confiante de si.
- Desculpa? Merda, és mesmo gémeo dele! - apontou para Bill, que ainda se recompunha do seu monólogo. - Vou passar as minhas férias em Portugal, com os meus amigos, a aparvalhar como sempre fiz. Isto tem sido muito giro, mas tenho de me ir embora... talvez vocês pudessem autografar a minha t-shirt e ficamos todos felizes, e livres ok?
- Desculpa ?! - Bill finalmente parecia ganhar alguma vivacidade - Ai, não. Tu vens para a Alemanha connosco, ou melhor comigo. Estás me a deixar passado com tantos jogos de palavras e escapatórias fáceis. No fundo, o tu tens é medo dporque eu sou famoso e tenho metade da europa a meus pés! Disseste que eu não te conhcia, mas afinal quem não me conhece és tu, porque se soubesses algo sobre mim, perceberias que eu não mudo de atitudes só por causa da direcção do vento ou da mente de um qualquer grupo de pessoas! - Inspirou fundo. - Portanto, deixa de ser casmurra e vem comigo!
-Cê, vais-me deixar ir sozinha? Que se passa contigo?! - Interroguei-a em pânico.
- Não é sozinha, é só que.... - abanou o cabelo - Tou toda baralhada com a fala daquele - apontou para Bill - E com as tuas perguntas, preciso de silêncio!
Dito isto, afastou-se do grupo e foi até à varanda, onde ficou a contemplar a noite quente.
-Sinceramente, tu és mais passada dos cornos que eu! - Exclamei. Mas ela já não me ouviu.
- Babe, ela não te ouviu! - alarmou Tom, evitando rir perante toda aquela situação.
-Eu começo a achar que vocês fizeram um complô para eu falar para o boneco. - Disse fingindo que estava amuada. - Daqui a bocado choro mesmo!
Um suspiro quente pairou na calmaria da noite, como se possuísse capacidades mágicas. A sua detentora porém, sentia-se tudo menos mágica ou especial. Uma nuvem toldava os seus pensamentos, e não conseguia compreender porque se sentia assim " Isto não estava nos meus planos", concluiu em surdina, ao perscrutar o breu da noite estrelada. Apoiou os cotovelos no varandim e ficou ali, em silêncio, à espera da solução para os seus problemas. Contudo, esta não chegou.
Apenas um vulto altivo se moveu perto dela, acomodando-se mesmo a seu lado. O recém-chegado, percebendo que não fora descoberto, seguiu-lhe o gesto e aopiou-se também no varandim. Assim ficou até que começou a sentir a brisa a penetrar pelas suas roupas finas e a fazê-lo tremer ligeiramente com frio. Limpou a garganta, focou os olhos na companheira, e começou a falar:
-Estás bem cê? - Disse a medo. Pelos momentos que tinham passado, já tinha percebido que ela não era, nem estava para brincadeiras.
- Óptima - mentiu - Quer dizer, tu pela primeira vez conseguiste deixar-me a pensar e isso deixa-me absolutamente maravilhosa. Se soubesses como eu me sinto estúpida cada vez que perco capacidade de resposta, percebias como neste momento me sinto bem e leve - ironizou amarga, ao mesmo tempo que elevara a cabeça para fitar o firmamento.
-Porque te sentes assim? Não é por minha causa pois não? - Perguntou fitando-a também. - Mas eu disse alguma coisa de mal ou assim?
- Por causa do teu argumento. mas isso também não interessa muito, pois não? - Tentou sorrir mas o mais que conseguiu fazer foi um esgar reticente - Esquece isso.
-Sabes muito bem que não foi por mal. - Informou. - Mas peço desculpa na mesma. - Agarrou a mão dela e deu um pequeno beijo na esperança que ela o perdoasse.
- Não tens culpa da minha pouca racionalidade, é na boa. - Deixou a sua mão ser tocada e acariciada por ele, sem qualquer objecção. No entanto, também não fez um esgar amigável, como ele pensava que ela faria.
-Escusas de ser tão fria comigo. - Disse, um pouco desanimado. - Toma é para ti, mas só abres quando eu não estiver ao pé de ti. ok? - Entregou-lhe um pequeno envelope.
- Eu sou sempre assim, e não vou mudar. - esclareceu rapidamente, ao pegar no envelope selado. Ficou a olhar para o papel macio e branco que tinha entre as mãos, intrigada com o que estaria lá dentro. - O que é isto?
-Se eu disse para só abrires quando eu estiver longe quer dizer que supostamente não te vou dizer, não? - Esclareceu-a.
- Hey, não precisas de ser assim!- redargiu, guardando o envelope - Parvo! - gozou-o, enquanto o via afastar-se.
sábado, 2 de agosto de 2008
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