terça-feira, 5 de agosto de 2008

We are together...Always - Capítulo 17

- Adivinha babe- - voltou a rir - vamos deixar estes chatos, a casa de banho espera-nos.

-Agora Tom? Não sei se me apetece... - Menti.

- Claro que te apetece - passou a mão pelo meu pescoço, fazendo a minha pele eriçar-se.

-Achas que me convences só com isso amor? - Continuei a fazer-me de difícil.

- Só com isso não, mas com isto.... - Tornou-se subitamente mudo e percorreu a minha pele com a sua língua ávida e lasciva, fazendo-me entreolhar-me cm o seu toque.

-Ok, estás quase lá. Mas ainda não estou totalmente convencida.

- Estás sim. – afirmou

-Só por isso, agora não levas nada daqui. - Disse-lhe. - E acabou!

Ele olhou-me desapontado, provavelmente nunca ninguém o tinha rejeitado daquela maneira.

A viagem passou sem muitas conversas, tínhamos finalmente chegado à Alemanha. Saímos do avião, separados como é obvio, ninguém podia saber que estávamos juntos.

Entramos depois num carro preto, com vidros fumados. E seguimos para o centro comercial.

-Já agora kauliz, como é que as fãs não vos vão reconhecer? - Perguntei confusa.

- Nós arranjamos uma maneira, don't worry - Sorriu e aconchegou-se no banco do carro

-Mas está tudo bem, contigo, não está?

- Oh completamente assegurou.

-Ainda bem, porque eu te rejeitei e te desprezei e podias ter ficado chateado. Não estás pois não? - Interroguei-o fazendo a cara mais fofinha que sabia.

- Tu ainda vais comer na minha mão, por isso não me chateio.

-Sonha Kaulitz, sonha. - Disse-lhe revirando os olhos .

- Sonho sim. - respondeu feliz. - Vá agora, compras!

-'Bora lá. E já agora, vais-te vestir de mulher, como disfarce? - Fiz um sorriso de criança que acabou de receber um chupa-chupa.

- Não, vou-me vestir com uma tanga e correr pelos corredores tipo tarzan! - riu-se da sua própria piada e ajeitou as rastas.

-Ok Kaulitz, mas não te esqueças que eu é que sou a tua Jane. -Ri-me também.

Chegámos finalmente ao centro comercial.

Os rapazes disfarçaram-se rapidamente e seguiram atrás de nós para dentro de algumas lojas.

-TARZAAAN! Anda cá! - Chamei o Tom.

- toma Jane experimenta estas roupas - entregou-lhe um monte de roupa colorida e encaminhou-a para os provadores.

-Cê, experimenta lá estas calças! - Disse-lhe Bill.

Ela elevou os olhos e panalisou os jeans apertados e de ganga clara que ele lhe apontara. Franziu o nariz e comentou a sua opinião com relutância:

- Essa cena vai me apertar e vou-me sentir mal. Mas como tu queres asfixiar-me, não me admiro do mau gosto.

-Epá cala-te duma vez e vai experimentar, antes que me irrite e te dispa aqui e acho que não queres isso. - Disse-lhe. - Vais experimentar?

- Despe-me aqui porque não visto esse trapo nem morta. - Riu da sua rudez - Quer dizer, eu posso experimentar as calças, juntamente com esta camisola - apontou para a camisola cinzenta- mas tens de experimentar aquela peça - apontou para um fato masculino apropriado para uma cerimónia religiosa, nada o estilo dele.

-Não! Ou vestes isso e aquela langerie ali, ou não compras nada e andas mesmo nua. - Informou-a. - É pegar ou largar.

- Linge quê? - engoliu em seco - Bill, aquilo tem rendas, pareço uma pega qualquer! - Limpou a garganta e pediu gentilmente - Vá lá Kaulitz veste o fato, eu faço quase tudo para te ver vestido com aquilo!

-Então veste a langeri! Depois quero ver! -Exigiu.

- Eu visto, mas não te mostro nem penses seu freak! - Puxou-o pelo pulso e a arrastou-o até aos provadores. No caminho, pegou no casaco e atirou-o para cima dele. - passas bem por mulher, portanto vens comigo para veres como a roupa fica, já que a Cárol decidiu fazer sexo rápido ou assim! E não me contradigas! - completou ao vê-lo abrir a boca para falar.

-Eles foram mesmo..? woow. - Disse espantado. -Já agora também queres que te dê conselhos sobre rapazes e vamos ler revistas e brincar com barbies não? -Ironizou fazendo uma voz muito aguda.

- Se fores tão bom professor como beijador, é pior que o apocalipse! - devolveu ela.

Entrou no provador ao lado do ela, e livrou-se das roupas que trazia. Pegou nas calças do fato e ficou a olhar para elas. Como é que ela o conseguira convencer a vestir algo tão rídiculo? não podia estar bem com certeza,. " Manias ", concluiu ao sentir o tecido de má qualidade entre as mãos.

No provador ao lado, Cê olhava atentamente para a parte de cima da lingerie " Vou parecer uma puta com isto, mas ele é que paga!" riu-se mais uma vez do seu pensamento e livrou-se do soutien que tinha vestido. Mandou-o com força, porque ele foi parar mesmo ao provador onde Bill estava. «epah, que merda, agora tenho mesmo de ir lá. Raios!» Vestiu rapidamente o outro soutien, e apenas meteu a cabeça de fora do pano. Depois, elevou o dele e ficou a olhar lá para dentro.

O que viu deixou-a com vontade de gargalhar para o resto da sua existência. Em boxers, Bill tinha a sua roupa interior na mão e olhava-a atentamente, com uma expressão bastante curiosa no rosto. Cê moveu a cara um pouco mais para baixo e pôde comprovar que havia alguém que queria brincar, pois estava bastante alterado. Lançou uma gargalhada sonante, que aumentou mais quando Bill a fitou, lívido como a cal de uma parede.

-Isto não é o que estás a pensar! -Garantiu.

- Kaulitz, a tua bana precisa de ser descascada! - Continuou a rir, indiferente ao rubor que se espalhava pela sua face. - Eu sei que o meu soutien tem proporções generosas e que eu tenho um aroma profundo, mas o teu amigo não precisava de ficar assim!

-Queres ser tu a descasca-lo? - Brincou com o piercing que tinha na língua e tentou não mostrar o seu nervosismo.

- ÉS NOJENTO KAULITZ! - bramiu ela, voltando a fechar a cortina . já do outro lado gritou - Odeio-te!

-MAS EU NÃO TE ODEIO! - Gritou, para que ela ouvisse.

- Não fales comigo, seu pervertido dissimulado, NOJENTO!

-Eu estava a brincar, sua parva!

-Controla mas é os teus ímpetos selvagens e dá-me a minha roupa interior, não quero que ela fique coberta de baba! - resmungou, exasperada. Não gostava de brincadeiras daquele género, faziam-na sentir-se inferior, coisa que abominava.

-Já sei! Tenho uma ideia! - Disse-lhe.

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