Acabaram por se sentar dentro da divisão a conversar sobre os mais diversos assuntos. Enquanto isso, o relógio continuava sem parar, trazendo consigo a noite adentro. O cansaço começou a apoderar-se deles e esticaram-se ao comprido nos sofás cada um para seu lado. E apesar dos temas de conversa não faltarem, o sono tornou-se mais forte e acabaram por adormecer. Apenas a Cê continuava acordada, a pensar no que poderia estar dentro do envelope que recebera. Lançou um último olhar aos gémeos e a Cárol que dormiam profundamente e depois resolveu recostar-se no seu local, abstraindo-se de tudo, para finalmente adormecer.
Já era dia o sol já se tinha levantado, deviam ser umas 7horas.
Levantei o meu tronco bem devagar, ainda tinha os olhos fechados. Espreguicei-me e decidi então deixar que a luz se apoderasse dos meus olhos, só vi a cê.
-CÊ! ACORDA! – gritei.
-Deixa-me Bill, já te disse que não quero nada contigo ! - resmungou bem alto.
-Exactamente amor. Mas eu amo-te! ACORDA. Eles não estão aqui! - Disse informando-a, alterando em quase todas as palavras a sonoridade.
-O quê?- levantou-se tão repentinamente que quase caiu do sofá - Aquelas fotocópias traidoras deram o fora e nem disseram adeus? Estúpidos, só faltava mesmo terem-nos deixado a conta do hotel para pagar!
-Será que está neste envelope? - Apontei para o mesmo que estava no chão.
- Oh é meu, mas eu também não sei o que é. O banana do Kaulitz deu-me ontem e disse para eu abrir quando ele não estivesse...- engoliu em seco e olhou para o envelope -Oh-my-god Cárol, eles programaram esta porcaria toda, por isso é que o Bill me deu isto!
-ABRE!- Disse já em pânico.
- Que remédio, não é? - abriu o envelope e tirou o papel que lá estava escrito.
Letras com uma leve inclinação estavam lá desenhadas, formando frases e mais frases sem quaisquer pontuação. Devia ter sido algo escrito á pressa. passou os olhos pela caligrafia irregular, onde se podia ler « Como duas horas não é suficiente para te conhecer nem te vencer em debates complexos, pensei que umas semanas pudessem ajudar. Não te vês livre de mim assim com tanta facilidade Cê (; »
Largou a carta e rebuscou mais uma vez no envelope, onde jaziam dois bilhetes de avião com destino à Alemanha. - Cárol, eles deixaram-nos bilhetes!
-Para voltarmos para casa de comboio é? - Interroguei-a.
- Não, para irmos com eles para a Alemanha ,e o voo é daqui a escassas horas!
-Ok Cê, eu sei que gostas de gozar comigo, mas vá... Estás a falar a sério? - Perguntei perplexa com o que tinha ouvido.
- Oh caralho, olha aqui! - respondeu alterada, enquanto esfregava os bilhetes na minha cara. - Não ‘tou a gozar!
-wooow! É quando?
- Hoje, Cárol acorda temos de ir já!
-Ahh 'Boraaaa. - Disse-me levantando-me e agarrando em tudo o que era meu.
- Vais tu, eu não. Não me apetece aturar um alemãozinho por quem eu tinha um ligeiro fervor, mas que vim a descobrir ser um convencido irritante!
-Tens mesmo a certeza ou ainda queres pensar? - Interroguei-a.
- Não vou. – anunciou.
-Tá calada, anda lá pá. -Insisti.- E se me disseres que não, não te falo mais.
- Ai pá és tão chata! - levantou-se e começou a andar em círculos - Pronto ok, eu vou mas se o Bill aproximar um dedo de mim, juro que lhe dou um murro, e desta vez, nos tomates!
-Não sejas assim. Vamos! - Agarrei-a pelo braço e saímos pela porta.
Saímos do hotel e arranjamos um táxi, seguimos para o Aeroporto e rapidamente lá chegámos.
Paguei ao taxista e saímos, corri ainda a segurar o braço da cê.
Ouvi a ultima chamada para o nosso voo com destino a Alemanha.
Corremos ainda mais com o envelope na mão e fizemos o check-in. Fomos para a porta e ainda conseguimos entrar. Os nossos lugares eram na 1ª classe.
Chegámos lá, sem malas e avistámos os quatro rapazes mais conhecidos da Europa.
- Então sempre vieste babe! - Tom aproximou-se de mim e rodeou-me com os braços de forma terna.
-Se não tivesse acordado se calhar não estava aqui, não tinham uma surpresa melhor? - Perguntei sentando-me ao seu lado.
- Desculpa Cárol, foi ideia minha - cortou Bill de imediato. - Não me lembrei desse pormenor.
-Por mim é na boa. - Disse-lhe.
- Uma cabeça oca como tu não se lembraria de pormenores, não nos podemos admirar - comentou a Cê, enquanto que se sentava junto a ele, relutante. - Anyway, tens de aprender a usar pontuação no teu bilhete, quase não consegui perceber nada. Retiro o que disse sobre saberes escrever, precisas de voltar ao 10º ano.
-Se não gostas, não olhas. Para quê gastar pormenores contigo? - Olhou-a - E também retiro o que disse sobre gostar de ti.
- Ui, o menino hoje está sensível. - redarguiu enquanto punha os fones do mp3 nos ouvidos - Olha bem para a minha cara Billizinho... Achas que eu me importo com o que sentes ou deixas de sentir pela minha pessoa? - lançou uma gargalhada - For god's sake, só vim na viagem porque tenho o sonho de conhecer a Europa e tu, és rico.
-Cê, olha que ele tem unhas grandes e sabe puxar cabelos... - Informei-a. Ouvindo em seguida um pequeno riso vindo do Tom.
-Só vieste porque sou rico? - Bill interrogou cê, olhando-a não muito contente.
- Pensa comigo Kaulitz. Tu és famoso, rico e influente. E beijaste-me. Portanto, eu posso ir para as revistas agora ganhar dinheiro com o teu acto. Toda a gente iria rir quando soubesse que beijavas mal. - riu-se de novo - Estou a ser irónica, seu párvulo. Não ando atrás de pessoas só porque elas têm notas chorudas, não quero nada de ti, apenas vim porque quero mesmo conhecer o teu país. É crime?
-Crime não é, mas pensei que viesses por mim e não pelo meu país.
- Quantas vezes tenho eu de te dizer que não estou interessada em nada vindo de ti? Tu irritas-me , quanto mais eu dou para trás mais tu insistes. - Porque não te dás por vencido? Assim eu posso deixar de lado o meu mau feitio, e quem sabe daqui a uns dias, estamos a cantar placebo à janela de tua casa. Como amigos é claro!- apressou-se a acrescentar.
-E como namorados? nein? - Olhou-a e brincou um pouco com o piercing que tem alojado na sua língua.
- És demasiado cola para mim - rispostou divertida, começando a cantar - " I took my love to violet hill, /then we sat at snow/, all the time she was silent still /If you love me won't you let me know?" - Bill observava-a, venquanto pensava na letra da música que entoava.
-Assume de uma vez que gostas de mim, nem que seja pouco. Vá lá. - Pediu. - E sim, eu sei que essa música é dos Coldplay.
- De uma vez por todas, eu não gosto de ti. retorquiu azeda. - Ainda bem que sabes que é dos Coldplay... vê lá se elevas os Tokio ao nível deles, vocês bem precisam! - afirmou, deixando-o estarrecido.
domingo, 3 de agosto de 2008
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