quarta-feira, 23 de julho de 2008

Rock One - nº42

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Tradução

No dia 13 de Março, a Tour Europeia "1000 Hotels" parou em Zenith de Montpellier. É uma história de um dia muito especial com Bill e Co. : Uma que viria ser a penúltima da tournée que teve de ser interrompida.

Esta Quinta-Feira, é há uma semana que os Tokio Hotel pisaram o solo francês, a Tour Europeia "1000 Hotels" é obrigatória. Neste momento tudo está bem. O concerto em Luxemburgo, os 2 espectáculos em Paris, assim como o de Dijon correram muitíssimo bem. Evidentemente que os rapazes estão sob grande tensão: a pressão dos espectáculos, o ritmo das promoções e a estrada stressa o corpo, mesmo que sejam jovens.

Contudo, são 4 rapazes que parecem estar em boa forma. Estamos a vê-los nos bastidores. São 3 da tarde e o tempo aqui é respeitado ao minuto. Como esperávamos, o seu tourbus só entra à área do Grammont, que abriga Zenith de Montpellier. Perto dos seus seguranças, entre 2 camiões, o Bill, o Tom, o Georg e o Gustav vêm naturalmente na nossa direcção e cumprimentam-nos, tal como o fizeram na nossa primeira entrevista.

Dão-nos um aperto de mãos firme e demonstrativo (eles são roqueiros alemães), excepto o Georg que admite (numa mistura de inglês e francês) estar cansado e que é melhor evitar qualquer contacto fisíco.

O baixista é obviamente muito envergonhado, e sabe que irá tocar com toda a sua energia. Isto torna-se evidente mais tarde, pois o rapaz fica calmo durante a entrevista. Ao contrário dele, o Tom está à espera pela hora da nossa entrevista com impaciência : Talvez ele tenha algumas declarações sobre a sexualidade do seu irmão, revelações sobre o Gustav, à mercê dos rumores. Em particular aquele que fala da posibilidade do Gustav deixar a banda depois do concerto em Parc des Princess, no dia 21 de Junho. Informação, falta de informação? A seguir irão esclarecer-nos as coisas.

São 3:40 da tarde e entram 2 dos seguranças dos alemães. O primeiro é estrictamente privado e o segundo é mais dedicado às entrevistas e sessões fotográficas. Temos 20 minutos, por isso teremos de utilizar toda a nossa capacidade porque temos dezenas de perguntas, seus queridos.

Tocaram a "Geh" pela primeira vez em palco durante esta tour. Foi a surpresa que anunciaram para o público francês?
Bill: É um prazer saber que o tomaram como uma surpresa para os fãs franceses porque era isso o que nós queríamos. Esta canção é o lado B do single "An deiner Seite (Ich bin da)" e estávamos ansiosos por integrá-la na nossa set list. É uma canção muito importante para nós. A letra está cheia de emoções porque o texto evoca o momento quando tu acabas com a tua amada. Fala sobre as coisas que podes fazer ou dizer, sobre palavras que tu não podes encontrar, sobre uma grande tristeza que relata momentos delicados onde tudo pode assumir graus que tu não podes controlar. É sempre difícil deixar alguém quando há ainda sentimentos que permanecem: um sentimento de culpa se torna aparente, mesmo quando sabes que é o teu coração a falar. Pessoalmente, eu sempre encontro dificuldade em deixar, em sentir quando é o momento certo para acabar. Nunca é fácil lidar com os teus desejos, teus sentimentos e agir de acordo com a tua cabeça. Esta é uma cançao sobre a transição para agir: às vezes tens de tomar este paso porque é a única solução possível se considerares que a questão do amor só deve ser ditada pelo teu coração.

No segundo concerto em Bercy, receberam um disco de diamante da vossa discográfica. São ainda sensíveis a este tipo de recompensas?
Bill: Sim, é muito importante para nós receber estas recompensas. É como todos os prémios que poderías ganhar este ano. É um grande honor. Como o Tom diz: são coisas que permanecem.

Tom: Eu disse isso?(ri) Não, seriamente, nós não fazêmos música para obter boas notas ou receber troféus para decorar as nossas casas, mas quando ganhámos, aceitámo-los com prazer!

Georg: Este particularmente é o nosso primeiro disco de diamante que recebemos aqui! E depois, quem é que consegue vender CD's hoje em dia? Existem apenas algumas bandas que conseguem isso, por isso nós gostamos de fazer parte desse pequeno circulo de "bandas que vendem CD's".

Recentemente soubemos de um rumor na internet que insistia na eventual saída do Gustav após o concerto no Parc des Princes. Afinal se passa?
Bill: Outro rumor! Onde é que chegaremos em Maio? Só Deus sabe... (pensativo). Sabes, no Natal disseram que o Georg iría-nos deixar e ele ainda está do nosso lado.

Georg: Não podes acreditar em tudo o que se escreve sobre nós. Isso é difícil de controlar de qualquer forma. Não sei o que será necessário fazer para que esses rumores desapareçam e fiquem de fora.

Tom: É assim, não é por verem apenas 2 ou 3 de nós que a banda irá livrar-se de um dos seus membros. As nossas fãs devem pensar que nós passamos juntos todo o tempo, que vivemos as mesmas coisas, mas isso não é bem assim. Claro que damos entrevistas juntos, tiramos fotos da banda, mas isso apenas faz parte da nossa vida como músicos.

Porque reagendaram a data do concerto em Parc des Princess?
Bill: Na verdade, queríamos responder a todos os nossos fãs que não poderiam vir naquele dia por causa dos exames. Perguntámo-nos se era tecnicamente possível adiar o concerto para o dia seguinte e sobretudo se era praticável. Depois de verificar, vimos que poderia ser. Assim, não houve qualquer hesitação e foi possível satisfazer a todos. Espero que aqueles que não podiam vir no dia 20 tenham agora tempo para vir no dia 21 porque nós queremos que todos os que nos adoram e seguem desde um início, se divirtam. Estamos a vossa espera!

Uma tour americana do melhor!
Contrariamente ao que tem sido dito e escrito na principal imprensa,os primeiros concertos dos TH do outro lado do Atlântico foram um grande sucesso. Então, preparados para o grande salto Americano?
"Tirando o Georg que teve problemas com o seu baixo no meio do concerto,os nossos concertos nos EUA e no Canadá correram muito bem. Os locais esgotaram e o publico sabia as nossas canções de cor, tal como na Europa. Não sentimos uma grande diferença", admite Bill Kaulitz com um aceno para o "seu" baixista que acente em concordância.
"Não podémos aproveitar muito a nossa estadia devido às tempestades de neve alguns dos nossos vôos foram cancelados e tivemos de esperar noa aeroportos, em especial em Toronto". Aparentemente o continente Americano não assusta os Tokio Hotel. "É claro, a América é enorme, e é dificil ter sucesso aí. Mas tirando isso, a nossa estratégia é a mesma.
Pôr o nosso nome no mapa onde quer que formos, tocar onde fôr possível e, de preferência em locais cada vez maiores", acrescenta Bill, tão deslumbrado com os EUA como Ribéry com a Bundesliga. "Hollywood e Nova Yorque são no entanto cidades impressionantes. Tens a sensação que é ali que tudo se passa", diz Tom, os seus olhos Brilham como estrelas.
"Num dia em Nova Iorque, saímos um pouco e fizémos algumas compras. Não temos o tempo nem o descanso para o podermos fazer na Europa enquanto estamos em tour. Estamos ansiosos por voltar", diz o seu irmão.


Tradução por TH Zone

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