- Olá amor! – Disseram do outro lado do telefone.
- Riiii, amor, que saudades! – Sorri enquanto dizia aquilo, era uma grande amiga minha, já não falávamos a muito tempo, porque eu vim para a Alemanha viver com eles, e ela ainda continuava em Lisboa. O Tom sorriu ao ver o meu enorme sorriso enquanto falava com ela.
- Oh que saudades, meu amor. Beijinhos, temos de nos voltar a ver. Amo-te! – Disse-lhe e desliguei. O Tom olhou para mim:
- Amo-te? Foi o que disses-te? È que não percebi.
-Sim foi. Para a próxima falo alemão com ela.
- Amo-te? Tu disseste-lhe amo-te? – Estava muito serio.
- Oh amor, é amor de amigas, amor mesmo amor, é só por tii. – E atirei-lhe a almofada a cara.
- Vá, eu também te amo, mas agora vamos tomar o pequeno-almoço – e descemos. Chegámos a cozinha, cumprimentamos todos, comemos e ficamos todos a ver um filme. Tínhamos passado a tarde toda a ver filmes, e a comer, já era de noite.
- Bem não tenho fome nenhuma, vou para o quarto meninos. Até amanhã. – Disse eu e subi para o quarto. Eles ainda lá ficaram um bocado, eu estava sentada na janela, a ver as estrelas, estava um noite linda, senti alguém a subir as escadas, já deviam estar fartos de tanto conversar. Alguém abriu a porta, claro devia ser o Tom.
- Olá, ainda não estás a dormir? – Perguntou o Tom entrando no quarto.
- Já, não me vês ali na cama deitada a dormir? – Respondi-lhe ironicamente.
- Oh, parva!
Comecei a ficar triste, a olhar as estrelas e a lembrar das noites a porta do pavilhão atlântico, ansiosas pelo concerto, tinha saudades delas, da Rita. Eu estava ali, em casa deles, porque queria, mas claro que tinha saudades dos meus amigos. Caiu-me uma lagrima a lembrar-me de todos os momentos, todos os sorrisos, das noites no pavilhão atlântico e da chamada da Rita ainda me tinha feito ficar com mais saudades, apressei-me a limpá-la antes que o Tom notasse.
- O que tens Catarina? – Afinal tinha notado.
- Nada, nada.
- Eu conheço-te, diz lá. – Sim eu sabia que não ia conseguir disfarçar.
- Tenho saudades, das minhas amigas, da Rita, a que telefonou esta manha. O céu hoje faz-me lembrar ela, as noites há porta do pavilhão atlântico, deitadas naquele chão, a espera do concerto, do vosso concerto. Estávamos juntas nisso, lado a lado, ansiosas pelo concerto. Foi tão especial, quando vocês entraram em palco o nosso coração quase saltou, eu só estive contigo depois do concerto, no meet. Esta noite é igual aquelas duas noites, com estrelas tão brilhantes…- e comecei a chorar, abraçada a ele.
- Catarina, não chores. Telefona-lhe e diz-lhe para vir passar umas férias contigo, Ela pode vir? Acho que eles não se importam. – Oh meu deus, o Tom que querido, estava radiante, saltei para o colo dele.
- Tom, OBRIGADA. Eu amo-te. Obrigada, obrigadaaa! – Gritava ao colo dele.
- Mas achas que eles não se importam?
- Acho que não, mas vamos lá a baixo falar com eles. – Fomos, contamos-lhes a história toda, ele deixaram. Eu saltava em cima do sofá de felicidade.
- Vou-lhe já telefonar. – E corri para o meu telemóvel.
- ‘Tou, Riiii, preciso de falar contigo! – Falamos horas e horas, expliquei-lhe tudo que tínhamos de falar em alemão e ela percebeu tudinho e deu-me logo a resposta.
- Váá Catarina, o que é que ela disse? Vem? - Perguntavam me eles.
- Siiiim, vem. Falou com os pais dela e deixaram, mas só pode vir dia 2 de Agosto. Bem mas hoje é dia 29 de Julho, portanto está quase.
O Bill e os outros perguntaram-me como ela era, descrevi-a da ponta dos cabelos aos pés, contei-lhes até a louca paixão pelo Bill, e as minhas histórias e dela sobre um dia estarmos com os gémeos. Todos se riram, era com cada uma.
Os dias passaram e finalmente era dia 2, levantei-me da cama as 7 da manhã, ela devia chegar lá para as 11/30. Estava felicíssima, saltava na cama, até cair em cima do Tom. Ele devia pensar que eu estava maluca pois ainda era muito cedo.
- Amoor, ela já está quase a chegar. Levanta-te.
- Sim Catarina claro, ainda faltam 4 horas e 30, muito pouco tempo. - Respondeu-me, ironicamente, tapando-se com a almofada.
- Pois tens razão, vou dormir ainda um bocadinho. – Acabei dizer isto e já estava a dormir, em cima dele.
- Tooom, já são 11 horas, vamos! – Quase que lhe implorava para se levantar da cama, mas ele lá se levantou, tomamos banho, vestimo-nos e descemos, já estavam os outros 3 a nossa espera.
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