terça-feira, 8 de julho de 2008

Nos teus braços é o meu lugar - Capítulo 4

A cabeça dele pousada no meu peito, sentia a respiração dele, era ainda mais bonito a dormir, apetecia-me beliscar-lhe as bochechas, mas não o fiz, ele estava a dormir profundamente. Nem parecia o Tom, tão descansado, tão puro, tão anjinho, nunca ninguém imaginava um Tom assim, muitas das raparigas com quem ele tinha estado, depois do “trabalho” feito, iam-se embora, ele não adormecia. Quem o viu a dormir, pelo o que ele diz, fui só eu, o Bill e os pais. Ele era perfeito, não havia nada nele que eu não gostasse. Deu uma volta, até me assustei, pousou o braço dele na minha perna e voltou a dormir, como gosta de dormir aquele rapaz, dei-lhe uma festinha na cabeça, e adormeci também, a enrolar-lhe uma rasta. Acordei, tinha a cabeça dele nas minhas pernas, eu com a cabeça nos braços dele, estava uma autêntica confusão. Ri-me, ele tinha agarrado com os dois braços a minha perna, e estava bem presa, parecia que estava a agarrar na almofada, levantou a cabeça e encostou-a outra vez. Estava toda dorida, mas feliz, dei-lhe um abanão.
- O que foi mãe?
- Mãe? Queres o biberão é? – Ele levantou-se com um ar envergonhado.
- Opa, deixa-me, enganei-me – e cruzou os braços, olhamos um para o outro e desmanchamo-nos a rir.
- Como eu te amo, és tão giroo a dormir! – Disse eu ainda a sonhar.
- Sim, eu sei. Eu também te amo, essa perninha é mesmo boa – E deu-me uma palmada na perna.
- Vá, vamos para baixo. – Disse enquanto me levantava. Ele foi o caminho todo para a sala encostado ao meu braço, a bocejar. Chegamos lá a baixo, estava o Georg e o Gustav a jogar, e o Bill a cantar.
- Bem que animação que aqui vai! – Disse eu, com o Tom ainda no meu ombro.
- Ich schrei in die nacht fur dich… - Cantava o Bill. De repente o Tom salta do meu ombro
- Opá, também quero jogar – sentou-se amuado ao lado do Georg.
- Sai daqui pá, agora somos nós, não estavas bem lá em cima com ela? – Afirmou o Georg com ar de troça.
- Fogo pá, Catarina’zinha, eles não me deixam jogar – Disse o Tom a fazer beicinho. Olhamos para ele e rimo-nos.
- Reden, Reden. – Cantava eu, fingido que não o estava a ouvir. Ele levantou-se, foi buscar a guitarra, sentou-se no chão a tocar a Sacred. A minha música, sentei-me ao lado dele, a prestar muita atenção, o Bill começou a cantar. Só se ouvia o Georg e o Gustav a discutirem por causa do jogo, mas de resto estava tudo tão perfeito. Pararam, levantei-me, ainda estava com os calções de pijama e de top, fui até a cozinha, apetecia-me comer algo, mas a Daniela tinha ido as compras, abri o frigorifico, não me apetecia nada do que lá estava, o Tom, o Bill, o Georg e o Gustav estava todos a falar da digressão e coisas da banda, fui ter com eles, dei um beijo na testa de cada um e fui para o quarto dormir, sentia-me estranha, cansada, parecia chateada, fui para a cama ver-se se passava. Peguei no meu mp3 e pus a “ In Die Nacht “ , estava quase a adormecer, desliguei o mp3 e deixei-me cair no sono. De repente senti algo em cima de mim.
- Nãão, Tom deixa-me dormir! – Gritei eu.
- Tens a certeza? – Disse ele, beijando-me o pescoço.
- Vá, também, podes ficar e cima de mim, mas vamos dormir - virei de barriga para cima, ele estava deitado em cima de mim beijei-o e adormecemos.
- Tooooooooom. – Resmunguei eu, a meio da noite.
-Siim… - respondeu ele, meio ensonado.
- Não quer dormir.
- Pois, eu agora também já não quero. –Deitou-se na cama.
- O que vamos fazer? –e mordi o lábio. Ele não respondeu, apenas me beijou, deitei-me em cima dele, estávamos aos beijos, até que ele parou, foi colocar o preservativo, e voltou para a cama, sentou-se em cima de mim, puxou-me os calções, e deu-me um beijinho na perna, levantei-me ficamos frente a frente, tirei-lhe a t-shirt, e ele o meu top, até que peça a peça, fizemo-lo.
Acordamos, estávamos ainda nus, levantei-me e perguntei-lhe se queria ir tomar banho, ele disse que sim, e fomos os dois. Apenas tomamos banho, meu deus, as rastas dele, molhadas, a caírem nas costas, puxei-lhe um braço e beijei-o, ele pôs as mãos dele em volta da minha cintura, e eu no pescoço dele, ia sentindo a água a passar-nos na cara, mas mesmo assim não quebrávamos o beijo. Sentia as rastas dele nos meus braços, molhadas, faziam-me arrepiar. Acabámos de tomar banho, e fomos para o quarto vestir-nos, trocávamos olhares cúmplices, até que o meu telefone tocou:
- Sim? – Disse eu.

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