E eu continuava a olhá-lo, cada vez mais fixamente, enquanto ele, de costas, conversava com o Gustav. O Gustav, de vez em quando, abanava a cabeça com ar de enjoado, como quem já está farto de dizer não. Até que o Georg virou-se e chamou-me. O Gustav foi ter com o Tom, que estava sozinho a tocar guitarra.
As minhas pernas começaram a tremer, não conseguia evitá-lo.
- Então, porque é que eu sou o teu favorito?
Eu...eu não podia dizer a verdade, mas a boca disse tudo, embora eu não quisesse.
- Porque te acho lindo, amo os teus olhos e o teu cabelo. Porque tu és simpático e divertido, não te preocupas com o que o Tom diz sobre ti. Porque no início, soube que adoravas Psicologia e era esse o curso que eu queria - e ainda quero! - tirar. E porque quando começei a gostar de Tokio Hotel tive um sonho em que te dava um beijo na cara e te abraçava. - quando me apercebi que tinha dito aquilo, pus a mão à frente da boca e virei a cara, de tão corada que estava, fazendo-o rir.
- E não me queres dar agora um beijo igual ao do teu sonho? - piscou-me o olho e sorriu. Estava a pôr-me à prova.
- Querer, quero. Agora se deixas ou não, isso já é outra conversa.
- Eu deixo.
E lá fui eu. Agarrei a carinha dele e dei-lhe um beijo na bochecha, enquanto ele me agarrava na cintura carinhosamente.
- Estou aprovada?
- Podias dar outro para eu ter a certeza... - disse, mostrando a língua.
E dei. Só que desta vez não tinha sido na cara. Estávamos no sofá, tinha as minhas pernas sob as dele. Agarrou-me na cintura e puxou-me para trás, obrigando-me a deitar. Olhou-me nos olhos e eu nos dele. E depois beijou-me, enquanto eu tremia com as mãos no pescoço dele.
Não havia Mundo para nós, só existia aquele sofá e nós os dois. E depressa começei a chorar de felicidade, porque aquilo ESTAVA a acontecer.
Fomos parados, mais tarde, pelo Tom, que disse com um sorriso matreiro:
- Alugar um quarto, não? No Hotel há muitos. Vamos embora, vá!
E lá fomos. A Diana e o Bill a falarem e a rirem, à frente; o Tom e o Gustav a cantarem a música típica do casamento, a correrem como tontinhos, fingindo que deitavam pétalas no chão; eu e o Georg de mãos dadas, atrás de tudo e de todos, com a minha cabeça enconstada ao ombro dele.
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