domingo, 6 de setembro de 2009
Viva.tv - Entrevista aos Tokio Hotel // Parte 3
Mas vocês fizeram uma performance espectacular, acho que foi nos VMAs, com a água.
Tom&Bill: Não, foi nos EMA
Sim nos EMAs. Acho que esse foi um ponto de quebra na vossa carreira. Porque muitas pessoas que não sabiam de vocês de repente perguntavam "wow, mas o que é isto?". Vocês sentem o mesmo ou nao se lembram sequer desse dia?
Bill: Bem tenho de dizer que nos momentos que estamos em palco e as pessoas nos começam a vaiar, é nesses momentos em que ficamos menos nervosos. Até nos dá mais força. Sentimo-nos motivados a fazer uma boa actuação. Os EMA foram algo grande para nós. Claro que sabiamos que ia "chover" no palco. Pensámos tanto niso. Estavamos entusiasmados para ver-mos as reacções. Mas pelo menos ficámos satisfeitos com a actuação, contentes porque funcionou e muito orgulhosos disso. Claro que este ponto na nossa carreira é algo que não vamos esquecer. Vai ficar para sempre e se vires pelas fotos, sim, foi mesmo uma actuação fantástica.
Acham que as pessoas de outros países vos vêem de outra maneira do que as da Alemanha?
Bill: Sim, de certa forma sim. Há pessoas estranhas que nos odeiam tanto que eram capazes de nos matar. E estão em todos os países. É automático, primeiros fãs, primeiros "antis"
Tom: Mas sinceramente nunca sabes como as pessoas dos outros países vão reagir a ti. Apenas vês parte disso. Até na Alemanha não sabemos a cem por cento. Apenas chega a nós parte daquilo que as pessoas sabem sobre nós.
Bill: E em certos países, já só aparecemos mais velhos. Em alguns países, eu e o Tom já tinhamos 18 anos quando os singles lá sairam pela primeira vez. Agora na maioria deles, a idade já nem conta. Agora eles ouvem as músicas e já não se importam com a idade. Acredito e consigo compreender que muitos tenham problema com as idades. Quem é que quer admitir que gosta de uma banda com membros idiotas de 15 anos? Ninguém quer, e eu compreendo isso. De um certo ponto de vista, é diferente mas em todos os países há pessoas que nos odeiam.
Bem, por exemplo na Suécia, tenho a sensação de que... A vossa T-shirt foi vendida em lojas Punk. As pessoas põem-vos num lugar diferente então.
Bill: Sim.
Tom: Sim, isso varia de país para país. Mas como eu disse, apenas obtemos pequenos pedaços disso. Primeiro, não falamos a língua dos países onde somos bem sucedidos e não entendemos o que as pessoas escrevem para nós. O que dizem é sempre importante, as pessoas têm diferentes pontos de vista. Mas quem sabe o que se escreve num jornal italiano? Não faço ideia.
E onde é que estão os fãs mais histéricos?
Tom: Bem, tenho de dizer que isso até se tornou positivo. O bom disso é que já temos fãs em todos os países. Os fãs ajudam-nos a sermos bem sucedidos lá, visto que é muito dificil para uma banda alemã. Mas mesmo assim, não é sempre igual. Se és famoso em França, os jornais italianos começam logo a notar em ti. É sempre assim, começamos com pequenas coisas. Para todas as companhias discográficas e jornalistas é assim, todos dizem "uma banda alemã não é do nosso interesse e essa banda nunca terá sucesso". Daí os fãs nos ajudarem, não interessa o país que visitamos. Desde o início que os fãs estão lá e a sua base vai crescendo. Estão-nos a apoiar desde o início. Daí ser sempre positivo.
Mas não podem especificar onde é que estão os fãs mais histéricos?
Bill: Não, não podemos especificar um país. Em todos os países temos momentos especiais, experiências especiais. Quando pensas "wow foi tão mau. Hoje foi mesmo um dia duro".
Tom: Onde vimos uma reação fã de histerismo foi por exemplo no nosso primeiro dia no México. Fomos lá para uma sessão de autografos.
Bill: Muitas vezes temos surpresas. Nunca pensamos no facto de sermos bem sucedidos nesses países. Nunca lá estivemos, nunca visitámos o país e quando chegamos, saimos do avião e de repente vês centenas de pessoas à tua espera no aeroporto. Fazes a tua primeira actuação e já lá estão muitos fãs. Nunca pensas "ok, de certa forma sabias disto", mas nunca esperas algo assim tão grande. Há momentos em que ficamos mesmo surpreendidos. Mas no fim, temos com cada experiência em todos os países...
traduzido por: aniinhas - THF Portugal
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