No dia seguinte, acordei numa cama de casal. As cortinas estavam meio abertas, e o sol batia-me em cheio na cara. Virei-me para o outro lado: estava vazio. Fiquei logo amuada.
Levantei-me. Ouvi o chuveiro na casa de banho. E uma música que me parecia Placebo, que me pôs logo a sorrir.
Bati à porta.
- Sim?
- Posso entrar?
- Claro que sim.
Entrei. Estava mesmo muito calor. O chuveiro tinha parado de correr.
- Pssiu! Nunca viste uma casa de banho? - e riu-se. - Vá, passa-me aí a toalha.
E eu passei. E quando lhe dei a toalha, ele agarrou-me pela cintura, puxou-me para o corpo dele, ainda molhado, e beijou-me Só tinhamos a banheira como muro, mas mesmo assim sentia o corpo dele contra o meu, o cabelo a pingar e a cair no meu peito, por causa do decote da camisola.
- Bom-dia. - disse para mim, a sorrir.
- E que belo bom-dia! - disse eu, a rir. E depois beijei-o de novo.
Ele saiu da banheira, e foi-se vestir.
- Tens aí uma toalha a mais?
- Se quiseres, dou-te a minha - disse ele com ar de menino mal comportado. - Até nos podemos enrolar nela, os dois.
- Parece uma óptima ideia, mas só depois de tomar banho! - ri-me e dei-lhe um beijo na testa.
Entrei na banheira. Pensava que estava sozinha, mas pelos vistos não.
- Sim Senhora! 'Tá-me a apetecer tomar banho outra vez... - disse, olhando de baixo para cima, fazendo análise.
- Georg! Ao menos dizias que estavas aí. - resmunguei.
- Ai, veja lá! Veja lá se não quer mostrar o corpo aqui ao menino, que ele ainda pode dar uma trinca sem a menina ver!
- Palerma. - mostrei-lhe a língua e molhei-o.
- Queres guerra? Já vais ver!
Despiu-se e entrou na banheira. Foi buscar um bocado de água e atirou-me. Eu agarrei no chuveiro e molhei-o. Ele começou a dizer para parar, que o tinha magoado, e então parei preocupada. Fui ter com ele, para ver os olhos.
- Foste apanhada, princesa. - disse, sorrindo docemente.
- És tão pateta! Estava preocupada.
- É sinal que gostas de mim.
E beijou-me. Beijou-me como nunca me tinha beijado. Depois, abraçou-me e disse-me ao ouvido que me amava.
Olhei-o nos olhos, vi se estava a dizer a verdade. E estava. Mais sério do que nunca, a fazer-me festas na cara.
Não aguentei mais; dei-lhe um beijinho na boca, afaguei-lhe o cabelo e disse:
- Eu também te amo. Vou contigo para onde quiseres, não te quero largar nunca.
Abraçamo-nos durante imenso tempo. E se não batessem à porta, ainda tínhamos ficado mais.
Saí da banheira, vesti o roupão e fui abrir a porta.
- Vamos embora?
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