Chegámos ao Hotel. Os quatro saíram pela frente, eu e a Diana entrávamos pelas traseiras do Hotel por causa das fãs que queriam autógrafos e fotos.
Quando eu e a Diana entrámos no Hotel, de mãos dadas e a rir, tínhamos os quatro rapazes a olharem para nós, muito sérios, com ar de "bad boys".
Depois de alguns segundos em silêncio, com a Diana e eu a olharmos admiradas para eles, desmanchámo-nos todos a rir, eu e a Diana a dizer "Mas que raio? Que se passa?".
Entrámos na suite. O Bill e o Georg foram buscar bebidas, o Tom à casa de banho, o Gustav a pôr os óculos.
Eu e a Diana sentámo-nos no sofá.
- Ainda não acredito que estou aqui.
- Nem eu.
- Tu beijaste o Georg? Ou foi impressão minha? É que de repente tinham desaparecido as vossas cabeças do sofá.
- Não, não foi impressão tua. Beijámo-nos e foi o melhor momento da minha vida...até agora.
- Hm...tu gostas mesmo dele, anh?
- Dantes, era aquela obsessão, porque era o meu ídolo. Eu via-o só como o baixista dos Tokio Hotel. Agora, vejo-o como o Georg Listing, nada mais. É este Georg que me seduz, e que começo mesmo a gostar.
- Ainda bem, amor! - e sorriu.
- Então e tu e o Bill, como é que vão as coisas?
- O Bill é perfeito. Super querido e divertido, mesmo simpático. Parece que nunca perde vontade de falar...é mesmo...AHHHH, entendes?
E partimo-nos a rir.
- As meninas estão muito animadas. Pode-se saber do que estavam a falar? - disse o Bill, com champanhe na mão.
- Nada, a Diana é que estava a falar mal de ti. - entrou o Tom, a rir-se.
- Ouviste a nossa conversa? - perguntei, furiosa.
- Claro que não, mas como vês, parece que tenho razão!
Largaram todos a rir. O Tom e as suas piadas...
Ligaram a televisão. Aninhei-me junto do Georg, entre as pernas dele, enquanto ele me agarrava na barriga, como se não quisesse que eu fosse embora nunca. A Diana e o Bill estavam sentados no chão, de mãos dadas. O Gustav estava a comer pipocas, com a boca muito aberta, parecia que lhe ia cair o maxilar. E o Tom? O Tom adormeceu, de tão cansado estava.
A certa altura, quando já estava quase a adormecer, senti uma voz ao meu ouvido, que sussurou: "Não me deixes nunca, não? Mal te conheço e já gosto imenso de ti. Apetece-me ficar agarrado assim, a ti, para sempre. Promete que não me vais deixar e que não me vais fazer sofrer, por favor, promete."
E eu, de olhos fechados, calada, começei a chorar mais uma vez. Apertei-lhe a mão com muita força, muita mesmo.
Só pensava na felicidade que tinha, pois encontrei um Georg sonhador e receoso, um Georg que talvez já tenha sofrido no passado.
Então, adormeci, a sentir o coração dele a bater muito depressa, e com as mãos dadas, com muita força, como se nunca o quisesse largar.
E não queria mesmo.
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