sexta-feira, 5 de setembro de 2008

We are together...Always - Capítulo 25

-Quer dizer que é segredo.

Ao dizer aquilo, afastou-se a passos largos em direcção ao andar debaixo, deixando Bill completamente sozinho a pensar no que tinha acontecido.

-Cê! - Chamei-a. - Ajuda-me aqui a fazer o jantar! Que já não aturo o Tom a dizer que está a morrer de fome.

-Humm Cárol, eu vou antes arrumar a sala, isto está um caos. - Comentou ao ver a onda de almofadas espalhadas e cortinados sujos. Na pequena mesa de café, podia ainda ver-se diversas latas já sem conteúdo e algumas chávenas sujas. - O melhor, está um nojo.

-TOOOOOOOOOOOOOOM – Gritei.

-Já vou, já vou - desceu as escadas de rompante para se lhe juntar, mas no caminho tropeçou pela sala de estar. Vendo a Cê atrapalhada e a limpar sozinha, indicou-lhe a aparelhagem e disse para se divertir a ouvir música.

-Eu queria era ajuda, mas música também dá. - Sorriu ela, ao sacudir as almofadas do grande sofá.

-Biiiiiiiiiiill! - gritou Tom. - Anda ajudar a Cátia que eu vou fazer o jantar.

Picou o olho como forma de despedida e dirigiu-se finalmente à cozinha, de onde provinham sons de metal a bater, que abafavam o borbulhar da comida. Daí a poucos segundos, também o som das panelas foram abafados pelos passos rápidos que cruzaram as escadas. - Bill vinha a caminho , resmungando como sempre.

-Ajudas-me a fazer o jantar? - Disse a Tom que se mantinha encostado na parede.

-Claro, que queres que faça? - Tom tirou as mãos dos bolsos e acomodou-se ao meu lado, pronto a trabalhar.

-Vai buscar massa. Por favor.



-Queres ajuda no quê? - Disse Bill a Cê que se andava de um lado para o outro a ajeitar a sala.

-Bem, antes de mais, preciso que tires os cortinados, eu não chego lá. e depois pega nestas latas e mete-as dentro de um saco para pormos no eco ponto, okay? - lembrou-se subitamente que tinha o seu leitor de música lá em cima e que o podia ligar à aparelhagem, por isso foi buscá-lo, odiava limpar sem barulho á sua volta. - venho já, tem cuidado para não caíres.

-Ahh, ok.. - Bill dirigiu-se à cozinha para ir buscar um saco e deparou-se com um beijo ofegante da parte de Tom e Cárol.

-Hey meninos? Podiam guardar isso para depois.. Não?

-Hum.. ah.. pois, ele tem razão, Tom.



No quarto, a Cê tentava encontrar o seu leitor. Após revoltar muitas gavetas, encontrou-o, juntamente com o seu cabo usb no meio de uma t-shirt mais confortável e uns calções curtos. Ao olhar apara a roupa que envergava, apercebeu-se que não era a melhor para limpar e por isso trocou-a rapidamente por aquele que minutos antes encontrara. prendeu o cabelo com um elástico, deixando apenas uns fios de cabelo ao acaso soltos e preparou-se para a limpeza. Minutos depois, já se encontrava lá em baixo, terminando a ligação entre o seu player e a aparelhagem. Ao olhar em volta, apercebeu-se que Bil não se encontrava na divisão. "És sempre a mesma coisa, caralho".

-Bill! - A sua voz ecoou por toda a casa. - Os cortinados, se fazes favor!

-Diz! - Apareceu com um saco na mão vindo da cozinha.

-Os cortinados, amor, os cortinados! - relembrou a Cê, com as mãos colocadas na cintura e um pano ao ombro. Vá, quero-me despachar!

-Ok, amor, ok! - Gozou. Esticou os braços e em poucos minutos já tinha os cortinados na mão. - E agora?

-Agora sente. - Ele esboçou uma cara espantada, que logo se desvaneceu assim que a Cê pegou no comando da televisão e colocou a música no máximo. Bill quase se desequilibrou com a agressividade do som que estava a ouvir, ao passo que a Cê cirandava divertida a limpar o pó dos móveis, cantando em plenos pulmões.

Bill com o som produzido pela música pôs as mãos nos ouvidos.

-CÊ! Como é que misturas tokio hotel cm System of a down? Ainda tens tímpanos? - Falou alto o suficiente para se sobrepor à música que se mantinha no som máximo.

-Gosto musical variado - respondeu ela. - Vá curte a música, deixa de ser menino... - Deu lhe um ligeiro encontrão - Sugar!

-Cê eu acho que o jantar está pronto. Limpamos mais daqui a bocado. Anda que tenho fome. - Voltou a subir o tom.

-Estúpido, só pensas em comida. - Anda lá. - Relutante, a Cê baixou a música e segui-o.

Agarrei na panela e levei para a mesa de vidro. Cada um se serviu.

-Que tal? - Quis saber o que achavam da minha massa.

-Está bom! - comentaram os gémeos em uníssono, com a boca atafulhada de comida.

-E tu Cê? Gostas?

-Ah...- Gosto, mas estão a ficar esquisita. - começou ela, enquanto andava com o garfo às voltas. - Não sei o que se passa...

-Estás a ficar esquisita, que se passa? – Perguntei-lhe. – Hey e vocês? Parecem animais a comer. Calmaa rapazes. Estás a guardar energias para daqui a bocado Tom?

-Estou a sentir-me bué quente e maldisposta. - A Cê enterrou a cabeça entre as mãos e fechou os olhos, afastando o prato de si.

-Secalhar estás constipada. Deixa ver.. - Coloquei a minha mão na sua testa e realmente ela estava quente. - Estás com febre. Vai tomar um banho frio porque também não comeste nada não te pára a digestão. Depois deita-te que eu vou comprar uns comprimidos para isso num instante. ok?

- Era só o que me faltava, doente no verão - Lamentou-se a Cê, enquanto se levantava, fraca. No momento em que colocou os pés no chão, sentiu-o a mudar de posiição a uma velocidade alucinante, e o seu corpo a perder todas as forças. Ia mesmo a cair, quando foi agarrada por..

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