sábado, 13 de setembro de 2008

We'll always belong to each other - Capítulo 12

O meu coração batia apressadamente, as minhas mãos e pernas tremiam. E só estava à porta do apartamento, à espera da Diana! Vamos lá imaginar no aeroporto...devia ter um ataque cardíaco.
Eram seis e meia da tarde, o avião chegava uma hora depois.
Estava anciosa, o meu coração gritava de desespero, porque sabia que estava próxima a hora para o ter outra vez nos meus braços.
A Diana nunca mais se despachava, estava na casa-de-banho à séculos.
- Diana, despacha-te! - gritei, da porta do apartamento.
Não houve resposta. Esperei um bocado, e como não havia resposta, entrei no apartamento.
- Fónix, já cá estou! Nem é preciso entrares! - disse ela, irritada.
- Estava a ver que não! Demoras 300 anos na casa-de-banho, man. - respondi, também enervada.
- Queres que vá toda porca e mal arranjada para o pé do Bill? Além disso falta UMA hora, Sónia. Fogo, tem calma.
- Tu já és porca, ainda não percebeste? - disse eu, para a picar.
Calamo-nos e olhámos uma para a outra. Partimo-nos a rir com a nossa ansiedade e preocupação. Eles gostavam de nós, de qualquer maneira!
- Olha, vamos de autocarro? É que depois devemos ir com eles, e eles devem ter um carro ou algo do género à espera deles.
Concordei e fomos. No autocarro, as pessoas olhavam para nós como se fôssemos animais. Até que uma rapariga, algo familiar para mim, veio ter com a Diana, com arzinho de importante e que estava a falar para um escravo:
- Olha, vais me fazer um favor, não vais? Claro que vais.
- Depende.
- Já que és a namoradazinha do Bill, entregas-lhe isto? Tipo, não é pa leres, é uma coisa só pa ele.
- Está bem, dá cá isso.
A rapariga foi-se sentar, sem um obrigado. Foi ter com uma senhora que também não me era desconhecida, que também tinha ar de que achava que era boa.
A Diana leu a carta. "Querido Bill, desculpa dizer-te isto, mas abre os olhos! A rapariga por quem julgas estar apaixonado é na verdade um animal. No dia 16 de Março, ela insultou-me, deu-me pontapés e puxou-me os cabelos, tudo porque eu não via bem e queria um lugar mais à frente! Ela é uma besta, não é de confiança. Fica comigo Bill, eu amo-te." A Diana depois de ler aquilo, ficou visivelmente furiosa. Depois, partiu-se a rir, um riso mesmo característico dela quando as coisas não tinham graça nenhuma. Fez aquilo para chamar a atenção da rapariga, com o papel na mão. Conseguiu.
- Não acredito que tenhas lido a MINHA carta! - gritou ela, furiosa. A mãe também se aproximava, com cara de sonsa.
- Esperavas o quê, pá? Ele é meu namorado, é normal que eu lêsse primeiro, sabia lá o que tinha escrito. E pareçe que tive razão em querer ler.
- Mas a carta não era para si, era para o Bill da minha filha. Isso é falta de educação, sabia?
Já me lembrava de quem era.
- Não começe já a meter-se onde não é chamada. Já bastou a bronca do outro dia! Agora também estas porcarias no papel?! Esteja calada, sim? - ripostei eu, levantada, para ela recuar, pois era mais baixa do que eu.
- Ainda por cima a dizer coisas que não são verdade? É que tens mesmo lata pá! - continuou a Diana para a rapariga, que já estava a ficar com medo, agarrada à mãe.
- Vão mas é para o vosso lugar, sim? Não precisamos de pessoas estúpidas e manipuladoras ao pé de nós.
Elas recuaram. Foram vencidas, tal como da outra vez. Na outra vez, estávamos nós no nosso cantinho, quando chegou ela mais a filha. Nós dissemos que o lugar dela era lá atrás, que eu por acaso até asg tinha visto. E ela disse que tinha provas, ou melhor, fotografias em como nós é que estávamos lá atrás e elas sempre aqui. E nós começamos a mandar vir tanto, mas tanto, que elas recuaram, e não chatearam mais.
Não interessava. Continuámos a conversar, eu e a Diana. A Diana, numa das vezes em que a outra olhou para nós, rasgou o papel, o que deixou-a furiosa. A mãe fez um olhar daqueles matadores, mas eu respondi. Virou logo a cara.
Chegámos ao aeroporto. Toda a gente sabia que eles vinham, que vinham passar férias a Portugal, connosco. Imensas fãs, como sempre. Mas desta vez, estavam imensos jornalistas, que quando nos viram, vieram logo a correr, sufucando-nos.
- É verdade que namoram?
Era só isso que diziam. Vieram seguranças do aeroporto ajudar-nos, não sei de onde.
Fomos para um canto, mais descansadas, sem jornalistas a interrogarem, apesar de tirarem imensas fotos.
Faltavam 5 minutos...o meu coração batia ainda mais depressa, apertava com muita força a mão da Diana e ela a minha.
Finalmente. Apareceram seguranças e mais seguranças. Depois, apareceu o Tom, com um sorriso e a acenar para as fãs, que gritavam imenso. O Gustav também apareceu, de calções e a sorri imenso para as fãs. Depois o Bill, que procurou logo com o olhar a Diana, que começou logo a acenar para ele. E depois...depois chegou ele.

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