A casa era excelente. Não era daquelas casas gigantes com três ou quatro andares, mas mesmo assim, fazia as delícias dos meus olhos. Olhava para aquilo e dizia a mim mesma 'Eu vou viver aqui?' E depois agradeçia imenso ao Georg, com abraços e beijos. Acho que as outras raparigas sentiam o mesmo, porque faziam exactamente a mesma coisa. Não, todas não. A Catarina abraçou o Tom e deu-lhe um beijo na cara, mas via-se nos olhos dela que queria agradeçer como eu ou a Diana, que beijava o Bill com uma paixão gigante. E a Joana? Oh, a Joana não fazia nada. Só sorria e continuava a falar com o Gustav. Compreensível, conheceram-se à poucas horas.
Entrámos em casa. As raparigas tinham os olhos a brilhar, estavam de boca aberta e queriam ver os cantos todos à casa. Já estava decorada, tinha cores alegres, como laranja e verde. Cores de Verão, que ninguém deixava escapar. A casa tinha dois andares, a parte de baixo era para a cozinha, sala de estar e de jantar, e duas casas de banho. O andar de cima era para os quartos e para o resto das casas de banho. Os rapazes mostraram-nos os quartos onde íamos ficar. Enquanto o Georg me mostrava o nosso, eu ouvia as raparigas a rirem-se e a saltarem, e também provavelmente a abraçarem-nos. O quarto do Gustav e do Tom tinham duas camas, mas se acontecesse mais alguma coisa...juntavam-se as camas.
A alegria era gigante, sentia-se por todo o lado. Mas eu queria manifestar essa alegria. Começei a despir-me.
- Sónia, importas-me de dizer o que estás a fazer? - perguntou o Georg, olhando para mim espantado.
Eu não respondi, e continuei a despir-me. Vesti o meu biquini azul e fui a correr para fora de casa. Não sei porquê, mas a Diana sentiu o mesmo que eu e também foi. Demos as mãos e continuámos a correr, a rir muito. Chegámos onde queríamos e saltámos. A piscina era grande, a água brilhava com o sol e estava fresquinha, mesmo boa. Quando viemos ao de cima, olhámos uma para a outra e começámos a rir imenso, porque tivemos a mesma ideia. E quando demos por isso, tínhamos mirones. O Georg e o Bill olhavam para nós das varandas dos quartos, a rirem-se com as nossas caras de parvas.
- Então? Venham, também!
Eles saíram da janela. Eu e a Diana continuámos a rir e saímos da piscina, ficando sentadas só com os pés dentro de água.
- Meu Deus, ainda não acredito que estou aqui. - disse eu, a olhar para a água.
- Eu também não. Anda tudo tão perfeito...tenho o amor da minha vida comigo e vou passar imenso tempo com ele. Não quero mais nada.
- Olha...como é que achas que vai ser depois? Quando as férias deles acabarem? - perguntei eu, muito séria.
- Amor, não penses no amanhã, vive o presente. Depois vemos isso.
E não respondi. Sentia que ia ser díficil o que ia acontecer, quando eles iam continuar as suas profissões, seguir para a vida de banda que tanto lhes agradava. E nós? Íamos com eles? Ficávamos em Portugal? Eu morria se cá ficasse. Além disso, sou maior de idade. Posso ir com o Georg para onde quiser.
Senti uma sombra passar-me por cima, e depois outra. Assustei-me, e a Diana também. E passado um bocado, vieram ao de cima duas cabeças a rirem-se para nós. Eu e a Diana também nos rimos. Saltámos para dentro de água, para ir ter com eles. Quando cheguei ao pé dele, daquele rapaz que me enchia tanto o coração, não consegui dizer nada. Só conseguia olhar para ele. Era tão bonito.
- Sim? Estás a olhar para mim assim porquê? Esse olhar mata-me, apetece-me beijar-te.
- Estás à vontade. Nunca te proibí de me beijares...ou proibí? - e ri-me, mergulhando dentro de água. Quando subi, virei-me de costas, ele estava longe de mim. - Hey...não me querias beijar? Então anda apanhar-me!
E ele nadou em minha direcção. Nadava depressa, caramba. Mas eu também, portanto andámos a nadar de um lado para o outro. Ups, ele tinha-me apanhado. Começei-me a rir, enquanto ele me agarrava na cintura, também a rir-se. Estava cansado, estávamos os dois cansados.
- Fogo, tu nadas bem. Foi dificil apanhar-te.
- Pois, mas também foi dificil não ser apanhada. Acabaste por me vencer.
- Eu já estou como o Tom. Eu sou o melhor, ahah.
- Então e o MEU beijo?
- Está aqui.
E beijámo-nos, molhados e cansados, mas não importava. Só de pensar que iria estar com ele assim imensas vezes, durante dois meses...Meu Deus, que felicidade. E a felicidade também ia com a Diana e com o Bill.
- Bill.
- Diz?
- Sabes...eu quero ir contigo pela tour que vier a seguir.
- Queres?
- Quero. Eu não me imagino aquele tempo todo sem ti.
- Logo se vê. Quero aproveitar agora este tempinho contigo, nesta casa magnífica.
- É que é mesmo magnífica, caramba.
- Eu sei. - e sorriu.
E depois beijaram-se. Nesta casa, tudo ia ser perfeito, eu acreditava.
2º Capítulo
Era de noite. Estávamos na sala, naquela grande sala que ainda era nova para nós. Eu estava com o Georg num sofá, agarradinha a ele como da primeira vez que estive com ele. Ao nosso lado, estava a Catarina e o Tom. A Catarina estava com a cabeça encostada ao ombro dele, e ele tinha o braço nos ombros dela. O Gustav e a Joana estavam a conversar, ao pé da piscina. Queredo, só sabiam era falar, ahah. O Bill e a Diana estavam muito cansados, disseram que iam para o quarto dormir. Pois, pois...
Eu achei que estávamos a mais. Aqueles dois, a Catarina e o Tom, precisavam de estar sozinhos para ver se as coisas funcionavam. Se não, quando é que ia funcionar?
- Bem, eu e o Georg vamos para o quarto. Não é Georg? - aunciei eu, dando a mão a ele.
- É? Oh sim, claro que é.
E viémos embora.
A Catarina e o Tom ficaram sozinhos, na sala, e continuaram a ver televisão. A certa altura, a Catarina tinha adormecido. O Tom não resistiu e parou de ver televisão só para olhar para ela. Estava tão bonita...
"BUUUUM!", um trovão. Trovada seca, no Verão. E a Catarina acordou sobressaltada, batendo na cabeça do Tom. Ele começou a rir-se, a esfregar a cabeça.
- Auch!
- Oh, Gott, desculpa desculpa desculpa! - disse ela, querendo ver a ferida dele.
Estavam os dois tão próximos um do outro...Olhavam-se nos olhos, até que o Tom decidiu fazê-lo. Aproximou-se e beijou-a. Estiveram assim muito tempo, sem quererem saber do que se passava. E quando pararam, abraçaram-se.
- Estava a ver que nunca mais tinha coragem, fogo. - disse o Tom, a sorri para ela.
- Porquê?
- Não sei. Gosto de ti, és especial. Com as outras era diferente, só queria uma noite e acabou-se. Mas contigo...quero ficar contigo sempre.
- Osh. - gesticulou ela, com os olhos a brilharem muito.
- Quero ficar contigo, Catarina.
- E eu contigo, Tom.
E adormeceram no sofá, abraçados e com um sorriso nos lábios.
Quando a Joana e o Gustav os viram, sorriram e foram "ajudar". Desligaram a televisão e taparam-nos com um manto, para o caso de terem frio.
Entretanto, o Gustav e a Joana subiram para o quarto deles. Conversavam e conversavam, sobre os gostos um do outro, sobre tudo mesmo. E iam-se também a rir, por verem a Catarina e o Tom lá em baixo, adormecidos e felizes.
- Oh, aqueles dois já deram em alguma coisa. - disse a Joana, a rir-se.
- Claro, mas isso já se sabia, não é?
- Pois, via-se nos olhos dos dois.
- Bem, vou à casa de banho vestir-me e depois vou-me deitar. Gostei de falar contigo, Joana. És uma boa companhia. - disse o Gustav, a sorrir para ela.
- Oh, tu também. Adorei conhecer-te, mesmo. - e retribuiu o sorriso.
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