Era de noite. Estávamos na sala, naquela grande sala que ainda era nova para nós. Eu estava com o Georg num sofá, agarradinha a ele como da primeira vez que estive com ele. Ao nosso lado, estava a Catarina e o Tom. A Catarina estava com a cabeça encostada ao ombro dele, e ele tinha o braço nos ombros dela. O Gustav e a Joana estavam a conversar, ao pé da piscina. Queredo, só sabiam era falar, ahah. O Bill e a Diana estavam muito cansados, disseram que iam para o quarto dormir. Pois, pois...
Eu achei que estávamos a mais. Aqueles dois, a Catarina e o Tom, precisavam de estar sozinhos para ver se as coisas funcionavam. Se não, quando é que ia funcionar?
- Bem, eu e o Georg vamos para o quarto. Não é Georg? - aunciei eu, dando a mão a ele.
- É? Oh sim, claro que é.
E viémos embora.
A Catarina e o Tom ficaram sozinhos, na sala, e continuaram a ver televisão. A certa altura, a Catarina tinha adormecido. O Tom não resistiu e parou de ver televisão só para olhar para ela. Estava tão bonita...
"BUUUUM!", um trovão. Trovada seca, no Verão. E a Catarina acordou sobressaltada, batendo na cabeça do Tom. Ele começou a rir-se, a esfregar a cabeça.
- Auch!
- Oh, Gott, desculpa desculpa desculpa! - disse ela, querendo ver a ferida dele.
Estavam os dois tão próximos um do outro...Olhavam-se nos olhos, até que o Tom decidiu fazê-lo. Aproximou-se e beijou-a. Estiveram assim muito tempo, sem quererem saber do que se passava. E quando pararam, abraçaram-se.
- Estava a ver que nunca mais tinha coragem, fogo. - disse o Tom, a sorri para ela.
- Porquê?
- Não sei. Gosto de ti, és especial. Com as outras era diferente, só queria uma noite e acabou-se. Mas contigo...quero ficar contigo sempre.
- Osh. - gesticulou ela, com os olhos a brilharem muito.
- Quero ficar contigo, Catarina.
- E eu contigo, Tom.
E adormeceram no sofá, abraçados e com um sorriso nos lábios.
Quando a Joana e o Gustav os viram, sorriram e foram "ajudar". Desligaram a televisão e taparam-nos com um manto, para o caso de terem frio.
Entretanto, o Gustav e a Joana subiram para o quarto deles. Conversavam e conversavam, sobre os gostos um do outro, sobre tudo mesmo. E iam-se também a rir, por verem a Catarina e o Tom lá em baixo, adormecidos e felizes.
- Oh, aqueles dois já deram em alguma coisa. - disse a Joana, a rir-se.
- Claro, mas isso já se sabia, não é?
- Pois, via-se nos olhos dos dois.
- Bem, vou à casa de banho vestir-me e depois vou-me deitar. Gostei de falar contigo, Joana. És uma boa companhia. - disse o Gustav, a sorrir para ela.
- Oh, tu também. Adorei conhecer-te, mesmo. - e retribuiu o sorriso.
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