domingo, 14 de setembro de 2008

Dá-me o que tens - Capítulo 28

Fomos buscar as malas, e tal e tavamos a ir para casa, tínhamos chamado um táxi para nos levar.

O Tom tava cómico, tava um calor que não se pudia e ele com casaco gorro todo tapado.

As pessoas olhavam para ele, e eu partia-me a rir.

- Olha e assim não gozes comigo, ne? Tou a morrer de calor aqui dentro não tas bem a ver – dizia ele muito chateado por causa de eu me tar a rir.

- O Tom desculpa mas e assim tu não tas bem a ver a cara das pessoas a olhar para ti a serio e super cómica mesmo – dizia eu tentando controlar-me – mas olha tenho uma ideia.

- E para me tirar o calor – dizia ele com um ar matreiro.

- Não Tom, não e para te tirar o calor porque o que tu tas a pensar, so te faz mais calor, e depois ate eu fico com calor.

- Pois mas nessa altura não me importo de ter calor. – dizia ele enquanto brincava com o piercing.

- Pois ta bem agora deixa-me dizer a minha ideia. Tipo e assim nos chegamos e não dissemos nada ao pessoal e que tal se tu entrasses em casa com um ar bue de triste para os fazeres ficar todos lixados e depois eu apareço de repente, que tal?- dizia eu a minha ideia, eu cada vez que tinha uma ideia tinha que ser uma coisa fixe, porque se a coisa que eu sou e engenhosa.

- Humm, acho uma óptima ideia, a minha namorada e mesmo um génio – dizia ele pondo o seu braço em volta dos meus ombros.

- Génio não, engenhosa sim.

Fomos para o táxi e rumo a casa, eles andavam ansiosos para saber quando e que voltávamos se eu ficava com eles ou não, e eu ali com aquelas ideias so para os fazer sofrer.

Chegamos a casa.

- Preparado para os fazer sofrer - dizia eu

- Coitados, opa imagino a cara deles quando virem a minha cara.

O Tom mete a chave na fechadura e abre a porta.

Tavam todos na sala como de habitual, conforme abre a porta todos se fixaram na porta para verem se eu vinha.

Tom olha para todos com uma cara triste e de enterro, a Ba’ chorou porque pensava que eu não ia para la, eu ca fora a espreitar para ver como e que eles tavam a reagir.

Ninguem falava as minhas amigas choravam tavam tristes, ate que eu pensei “bem tenho de entrar, parece que tamos num enterro”

- Epa isso tudo so porque eu não vinha, fogo afinal vocês queriam mesmo que eu ficasse ca – dizia eu em tom de troça.

Elas vêm direito a mim e abraço de amigas, nos éramos como irmãs.

- Estúpida viste o estado em que nos puses-te – dizia sara

- Ah tão querida e ainda por cima sou estúpida. Era a brincar, devo dizer que não foi fácil dar a volta aos meus pais acreditem que não foi fácil mas tinha de tentar não e – disse eu, ate eu já tava a chorar.

- Se vocês vissem a Xana la em casa dela, vocês não diziam que era ela, não diziam mesmo- dizia Tom, ainda não acreditava que eu tinha gritado com o meu pai.

- Se bem conheço a Xana passou-se da cabeça e fez uma gritaria fenomenal que ate te assustaste certo? – disse Ba’

- Nem mais, vocês conhecem-me mesmo bem - disse eu

- Ah eu já passei por uma gritaria tua, eu e que levei a gritaria não e? – disse Ve’ve’

- Pois foi e para aprenderes que não gosto que me escondam a verdade não e menino Tom – disse eu cruzando os braços.

- Foi um erro que nunca mais vou cometer nem imaginas o quanto me arrependo desse erro foi o pior que fiz, so de pensar que te perdi naquele tempo por uma estupidez tão grande, nem quero pensar – dizia Tom sentando-se ao meu lado e agarrando-me muito bem para eu ficar bem colada a ele. Adorava quando ele me fazia aquilo ficava mesmo colada a ele com a minha cabeça encostada ao seu peito, com aqueles braços em volta de mim, tava nos braços dele, era aquilo que mais queria desde que tinha conhecido os TH era tar nos braços dele.

- Vamos jantar fora para comemorar o regresso da Xana – disse Bill

- Yah bora la não perdemos nada, afinal temos que comemorar – disse Georg.

- Então va Bora- disse Gustav

Eu e os resto das raparigas vestimo-nos, tavamos mais bem vestidas que o costume tavamos diferentes.

Fomos jantar.

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