sábado, 13 de setembro de 2008

Dá-me o que tens - Capítulo 27

Não sabia bem o que dizer, tava nervosa olhava para o Tom, por momentos quase que chorei com os nervos, tava mais ou menos sem saber o que fazer.

A minha mãe já tinha falado com o meu pai sobre o assunto de ficar na Alemanha. Ela quando eu precisava de dar a volta ao meu pai ajudava-me mesmo eu não lhe pedisse.

- Bem vocês já devem saber porque e que eu preciso de falar com vocês – disse eu tentando acalmar-me – como sabem eu e o Tom voltamos a namorar e estamos muito felizes, como podem ver. E o meu pedido agora era deixarem-me ficar com o Tom na Alemanha.

O meu pai olhou-me, ele e que iria dar a ultima resposta, eu tremia, tremia sem parar.

- Sabes isso e muito difícil, não sei se te vou deixar - disse o meu pai.

Tom intervém na conversa.

- Mas a sua filha vai estar comigo, mesmo que eu trabalhe ande em tour, ela vai estar sempre comigo não vou deixar que nada lhe aconteça, e ela também tem la as amigas dela, ela vai estar sempre bem – disse Tom ele tava disposto a tudo ate a contrariar o meu pai.

- Sim pai eu nunca vou tar sozinha, e eu não me quero separar dele outra vez, por favor pai peço-te por tudo mesmo e a minha felicidade que esta em jogo.

- Não sei, mas acho que a resposta que te vou dar não vai ser muito positiva – disse-me aquilo olhando-me nos olhos.

Levantei-me da mesa, começo a gritar e chorar

- Então e isso que tu queres, e isso ver-me triste ai a chorar, que nem uma desalmada, andar ai triste e abandonada e infeliz sozinha, sozinha entendes bem, sabes tu não me deixas ir mas eu também não vou ser feliz aqui sem a pessoa que amo, entendes, não e aqui que vou ser feliz disso podes tu ter a certeza.

Tom olhava para mim admirado, não sabia que eu tinha tanta coragem ao ponto de gritar com o meu pai e dizer que não iria ser feliz ali.

- Xana acalma-te, senta-te – dizia Tom enquanto me agarrava pela mão.

- Não Tom, não me acalmo e não me digas para me acalmar quando eu sou tão injustiçada pelo meu próprio pai.

Dito isto saio e fecho-me no quarto não queria ver ninguem, nem o Tom.

- Xana abre a porta vamos conversar nos os dois – pedia Tom enquanto batia na porta.

- Não, não quero ver ninguem deixa-me sozinha preciso de tar sozinha deixa-me - respondia eu com a voz muito rouca chorava muito.

- Xana não me faças isto por favor, eu amo-te não me deixes aqui assim a espera de saber o que se passa contigo deixa-me entrar vamos falar por favor - dizia Tom cada vez batia com mais força não porta.

- Tom não vale a pena, ela quando se fecha no quarto nem que tentes rebentar com a porta ela não abre mesmo – dizia a minha mãe – eu vou falar com o pai dela para ver se o faço mudar de ideias, porque nestas alturas ela e capaz de tudo ate de fugir de casa, e se ela fugir nunca mais a vejo e eu isso não quero.

- Mas ela tem de me abrir a porta, eu não posso ficar aqui assim sem falar com ela, ela precisa de mim…. Xana por favor abre a porta.

A sua voz era de desespero, eu tava deitada na cama olhava todos os posters que tinha no meu quarto.

Ouvi-o escorregar com as costas na porta e vi a sua sombra sentada à porta do quarto.

Resolvi abrir a porta, já tava um pouco mais calma não muito, mas não o podia deixar ali.

Abri a por ta devagar, rapidamente levantou-se e abraçou-me, senti-me bem, ao receber um abraço forte e quente dele.

- Anda entra – disse eu – desculpa não te ter aberto logo a porta mas precisava de alguns minutos sozinha.

- Não faz mal a tua mãe disse-me que quando te fechas ninguem entra ate tu quereres.

- E mesmo isso – fiz um pequeno sorriso – eu sabia que isto não ia correr bem.

- Pois sabes uma coisa, a tua mãe foi falar com o teu pai, para ver se te ajuda, eu não conheço bem a tua mãe mas acho que ela e capaz de nos ajudar e muito.

- Sim e bem capaz disso, ela e sempre capaz de lhe dar a volta, não faço ideia do que lhe diz, mas e sempre capaz de mudar a opinião dele.

Nisto o meu pai bate porta, eu disse para entrar mas mal o conseguia olhar, estava mesmo muito zangada com ele.

- A tua mãe esteve a falar comigo.

- Sim já sabia.

- E fez-me perceber que tu não vais ficar aqui para sempre e que algum dia irias embora, mesmo que eu não quisesse…

Sabia que ele não queria dizer aquelas palavras, ele era do género eu e a minha irmã não podíamos ter ninguem para ele nos vivíamos com ele ate ele morrer.

- E também me disse que já fui adolescente e que já tive namoradas ate encontrar a pessoa certa, e que também queria viver a minha vida sozinho sem ninguem apenas com a tua mãe e com vocês.

- Sim… e queres dizer-me alguma coisa. – já esperava que pudesse vir um sim depois daquela conversa toda.

- E também me fez perceber que so estava a pensar em mim e que não te tava a deixar ser feliz com a pessoa que amas, porque, como disses-te não irias ser feliz aqui em casa. Por isso repensei na minha resposta, e podes ir para a Alemanha com o Tom.

Nem queria acreditar o meu pai tinha-me deixado ir viver com o Tom. Abracei o meu pai tava feliz. E chorava de alegria.

- Obrigada pai obrigada nem sabes o quanto me fizes-te feliz – repetia aquelas palavras vezes sem conta.

- Obrigada, o senhor não se vai arrepender, eu vou cuidar bem dela não se preocupe, que eu não a largo nem um segundo ela vai ser feliz comigo acredite eu gosto mesmo muito dela.

- Eu sei que vais cuidar bem dela, vais continuar o meu trabalho, vais protege-la eu sei que ela vai ser feliz contigo.

- Obrigada mãe obrigada pela tua ajuda não sei o que era de mim sem ti obrigado – dizia eu para a minha mãe.

- Bem vão ficar quanto tempo? – perguntou o meu pai

- Não sabemos, ainda vamos ficar não muito tempo. – disse eu

- Então hoje vamos jantar fora para falarmos um pouco e para eu aproveitar enquanto a minha filha ainda ca esta.

- Sim pai mas eu venho ca visitar-vos ta bem, não te armes em pai galinha.

Fomos jantar todos juntos íamos partir no dia seguinte já tínhamos combinado eu so queria instalar-me de vez na Alemanha.

Chegou a manha seguinte, as despedidas no aeroporto.

- Porta-te bem filha não faças asneiras e não te esqueças de nos ta bem – dizia o meu pai, um homem que quase nunca chora naquele dia chorava.

- Pai eu vou mas vou ser feliz e ta descansado que eu porto-me bem.

Abracei a minha mãe a minha irmã e o meu cunhado, ia embora, ainda não acreditava que ia para a Alemanha.

Não tínhamos dito nada ao pessoal na Alemanha, de quando voltaríamos, ou se eu iria ficar com eles.

Chegamos ao aeroporto de Berlim

Sem comentários: