Íamos no carro a caminho de casa, íamos de mão dada o Tom queria ir de mão dada mas eu tinha medo, tinha um mau pressentimento.
- Tom e melhor pores as duas mãos no volante, eu confio em ti mas mesmo assim.
- Não te preocupes nada vai acontecer.
Não podia ter corrido pior, um cão atravessou-se no meio da estrada, o Tom desviou-se mas não conseguio ter controlo no carro naquele momento as nossas mãos não se separavam, alguém chamou uma ambulância e fomos para o Hospital.
- Estou, e o Sr. Kaulitz- alguém ligara ao Bill do hospital.
- Sim sou eu, quem e?- perguntava Bill
- E do hospital principal de Berlim, deu entrada nas urgências o seu irmão e a namorada dele, tiveram um acidente de carro – dizia a senhora – e melhor vir para cá.
Naquele momento caiu tudo ao Bill ele explicou a situação ao resto do pessoal, as minhas amigas já choravam, temiam o pior.
Chegaram ao hospital trataram de saber todas as informações possíveis.
Chegou um medico ao pe deles.
- São familiares dos pacientes Tom Kaulitz e Alexandra Faria?
- Sim somos, eu sou irmão do Tom e eles são todos nossos amigos.
- Bem as noticias que tenho a dar…- o medico preparava-se para dizer o pior- não são propriamente as melhores, os pacientes sofreram grandes emorragias internas e acabaram por não sobreviver, eles os dois morreram
Bill ficou estático olhar para o medico, o seu semelhante tinha acabado de morrer e as minhas amigas tinham ficado chocadas, Barbara caira para o chão com o choque ve’ve’ e Sara choravam agarradas aos seus namorados, Georg tentava acordar Ba’ e Bill basicamente não se mexia apenas olhava para sara e abraçava-a
Tinham um monte de coisas para fazer os meus pais foram para a Alemanha, eu iria ser enterrada com o Tom na Alemanha, o Bill não falava a Barbara que era como uma irmã, não se mexia, por momentos parecia que lhes tinha fugido o chão, ninguem acreditava que aquilo pudia ter acontecido.
Algumas pessoas no funeral, faziam aqueles discursos falavam de mim, e do Tom mas as pessoas mais chegadas como pais irmãos e melhores amigos não prenunciavam uma única palavra.
As fans de Tom ficaram desoladíssimas, estava o cemitério cheio, apesar dele ter como sua namorada eu elas não se importavam também tinham pena da minha morte porque éramos jovens e não merecíamos acabar assim.
Os Tokio Hotel acabaram para desespero das fans mas para eles não fazia sentido continuarem sem o guitarrista.
Eles continuaram a viver todos juntos iam passando os anos a dor começar a ficar mais fraca mas mesmo assim era difícil principalmente para o Bill, que tinha uma ligação tão forte com o seu irmão
19 anos depois
29 de Junho 19:30H
Uma pessoa vem contra mim, deixo cair tudo o que tenho nas mãos, os meus “queridos livros da escola”
- Ai, vela por onde andas. Não vês as pessoas? - Dizia eu enquanto apanhava tudo o que estava no chão.
- Desculpa não te vi mesmo a serio não foi por mal.
Quando ouvi aquela voz foi como se houvesse um clique e eu acordasse, olhei para a cara dele, tinha um piercing no lábio inferior, tinha rastas usava roupas larguíssimas, e já o tinha visto noutro sítio qualquer.
- Ham não faz mal desculpa eu também fui estúpida… eu não te
- …. Conheço – dizia o rapaz enquanto me interrompia.
- Eu parece que te conheço mesmo a muito tempo, ham desculpa não me apresentei o meu nome e Alexandra mas prefiro que me tratem por Xana – disse eu enquanto estendia a minha mão para lhe dar um aperto de mão.
- Eu sou o Tom – e ele estendia a sua mão para apertar a minha.
- Desculpa, eu tenho de ir, ham fica com o meu número para falarmos porque parece mesmo que te conheço – dizia eu enquanto tirava um papel e escrevia o meu número.
- Sim eu ligo-te. – Dizia ele com uma voz doce.
Tom e Xana já se tinham encontrado numa outra vida e tinham vivido uma história de amor verdadeira, em que tinha lutado muito para ficarem juntos, e que 19 anos depois se reencontraram para voltar a viver a sua história inacabada.
FIM
domingo, 14 de setembro de 2008
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