Para mim, não existia Mundo. Foi exactamente como na primeira vez que nos beijámos. Já não existiam berros, já não existiam fãs nem jornalistas, nem Bill e Diana, nem Tom e Gustav. Ninguém existia, a não ser...ele.
Vinha outra vez com o cabelo apanhado, definitivamente para o meu ataque cardíaco vir, e com óculos de Sol. Estava a sorrir para as fãs, a acenar-lhes, tal como o resto da banda. Mas depois...depois ficou sério, fez o mesmo que o Bill no início...olhou para todos os lados, à procura de mim. E quando me viu, largou tudo e correu para mim.
Eu estava a chorar, eu ria-me, eu sorria para ele, eu sei lá o que fazia. Só que o abraçei muito, beijei-o, meu deus, que saudades dele, do perfume dele, dos beijos dele, do corpo dele!
Os seguranças protegiam o máximo que conseguiam dos jornalistas, que tiravam fotografias e mais fotografias. Ao nosso lado, estava o Bill e a Diana, aos beijos e aos abraços, a rirem-se muito de contentes.
- Estava a ver que nunca mais. Rebentava mais um dia sem te ver. - disse-lhe eu, a sorrir muito.
- E eu. Estava com saudades dos teus beijinhos. - respondeu, com uma voz doce e meiga.
Agarrei na mão dele e fui cumprimentar os outros. Abraço ao Gustav, cerimónia com o Tom mas logo a seguir também um abraço, a rir imenso, e dois beijos na cara ao Bill, para fazer ciúmes à Diana.
- Então Georg, há quanto tempo! - disse a Diana, dando dois beijos na cara do Georg também.
Todos se riram de nós as duas. Nós próprias nos rimos.
Com a ajuda dos seguranças, conseguimos sair do aeroporto, depois dos quatro darem autógrafos às fãs e de tirarem fotos. Os jornalistas, esses não tinha premissão de se aproximar.
Entrámos numa carrinha. O Saki ia à frente com o condutor. O Tom ia ao meu lado e do Georg. "Fogo, detesto fazer de vela.", dizia ele, a virar a cara para a janela. O Bill e a Diana iam atrás, com o Gustav ao lado. "Deixa lá Tom, não és o único." E os dois casais riram-se dos pobres coitados.
- Para onde é que vamos? - perguntou o Saki, lá à frente.
Os quatro rapazes olharam para mim e para a Diana. Para onde iríamos? Eu respondi.
- Para o meu apartamento.
Dei as coordenadas e depois meti-me à conversa com o Georg.
- Olha lá...tu estás mais magro. E essas olheiras...o que é que andaste a fazer?
- O Georg andou a comer gajas, foi o que foi. Por isso é que tá assim, magro. E as olheiras é da falta de dormir. - disse o Tom, a rir-se.
- Vai te lixar! - disse o Georg para o Tom, a rir-se. - Não foi nada disso...tive doente uns dias.
- E não me dizias nada?
- Não queria que ficasses preocupada. o Gustav ainda pensou em mandar um e-mail, mas eu não queria que ficasses doidinha e fosses a correr ter comigo.
- Ai não querias?
- Tu percebeste, não te faças de desentendida. - disse ele, a rir-se.
- Pooois, tu não querias é que ela fosse ter contigo. Porquê? Porque andaste a comer gajas! - meteu-se outra vez o Tom, com cara de sério.
- TOM, já chega! - disse ele, mandando um encontrão, a rir-se. - É mesmo parvo.
Eu fiquei um bocadinho desconfiada. Se ele esteve doente, porque é que não afectou a TOUR?
- Porque ele ficou doente terça e quarta feira, e nós nesses dias não tínhamos concertos. Ainda estávamos para cancelar o concerto de quinta, mas o médico disse que ele já estava bom e não dissemos nada à Imprensa nem nada do género. - respondeu o Gustav pelo Georg.
- Não interessa. Se tiveste a enganar-me, eu vou saber. - disse ao Georg, chegando-me para a ponta, para ele nao me abraçar.
- Mas eu tou a dizer a verdade! O Tom é que é sempre a mesma porcaria. Se quiseres, eu mostro-te as receitas do médico.
- Pois, quero ver isso. - disse eu, fingindo estar mesmo chateada.
- Oh, vá lá...Não fiques chateada comigo. Juro-te que tou a dizer a verdade.
- Só quando vir.
Ele olhou para mim. Estava triste, ele dizia a verdade. Não aguentei mais.
- PARVOOO. Estava a gozar contigo. Foste apanhado, principe - disse eu, a sorrir como ele tinha-me sorrido quando tomámos banho e ele me enganou.
- Pois, hoje está toda a gente contra mim. - disse ele, a fazer beiçinho. Agora era ele que não queria abraçar-me.
- Pronto Georg, eu abraço-te, eu não estou contra ti. - disse o Tom, e abraçou-o.
- Larga-o! Ele é meu. - disse eu, a mostrar a língua ao Tom.
- Ah, pois, agora sou teu. Há bocado não. - disse ele, a fingir mesmo que estava chateado.
- Xii, não se pode brincar com ele que fica logo chateado. - disse eu a rir, dando-lhe um beijinho na cara.
Cedeu, finalmente. Meteu-me as mãos na cintura, como estávamos há bocado, e eu a mexer-lhe no cabelo.
- Oh, tão queridos que eles estão. Gustav, vamos fazer o mesmo? Só faltamos nós, a Diana e o Bill também estão assim - disse o Tom.
- Até ia ter contigo, mas não posso páh. - respondeu ele.
Todos nos rimos. A Diana e o Bill iam muito calados. Oh, pois, para que é que eu fui olhar. Aos beijos, claro.
- Era óbvio. - disse o Georg a olhar para mim.
- Pois, e sou parvinha.
- Mas eu gosto de ti assim.
E beijámo-nos. Mas páramos depressa, porque tínhamos chegado ao meu apartamento.
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