segunda-feira, 15 de setembro de 2008

We'll always belong to each other - Capítulo 15

Acordei, cheia de dores. Estava no sofá da sala, toda dobrada. Tinha o Georg a dormir no chão e o Tom a dormir com a cabeça encostada ao meu ombro. O Gustav estava no outro sofá, nas pernas da Diana e o Bill a dormir no chão, como o Georg. Sorri, a ver este mundo. Almofadas pelo chão, garrafas de cerveja vazias na mesa...autêntica festa!
Cheguei o Tom para lá e levantei-me, tentando não pisar no Georg. Queria ir buscar a máquina para registar este momento. Voltei, fiquei numa boa posição para apanhar todos...tumba, já os apanhei.
Como a minha sala fazia eco, acordaram todos sobressaltados.
- Oh, desculpem, não vos queria acordar, só queria registar este momento...estavam todos tão fofinhos a dormir no chão e no sofá! - disse eu, a rir-me.
- Quero ver, quero ver! - disse o Gustav. Levantou-se, meio a cambalear...foi ver a foto e começou a rir-se muito.
- Ahahahahahah, a cara do Tom parte-me todo!
- Pois, tou lindo, não estou? - disse ele. Chegou-se ao pé de nós e fez uma cara de doente.
- APAGA-ME ISSO!!! - girtava ele, e eu a fugir pela sala, e ele atrás de mim.
- Mas vocês importam-se? Há gente que ainda quer dormir! - disse a Diana, pondo uma almofada por cima da cabeça.
- Não vou apagar nada, ok? Fica registado e pronto. Só nós é que vamos ver, mais ninguém, portanto cala-te!
- Grr, ainda me vou vingar de ti. - disse ele, fazendo beicinho.
- E depois corres o risco de te por no olho da rua! - respondi eu, fazendo um graaande sorriso.
Ele calou-se, chateado. E eu a rir muito...
- Bem, eu vou tomar banho. - disse.
- Com quem? - disse de repente o Georg, levantando-se muito depressa.
- Com ninguém, lógico! A não ser que alguém chamado Georg se candidate...
- Já lá vou ter, eheh.
- Não vais nada, porque aqui o je já vai tomar banho. Muahahahahahahahah - gritou o Tom da casa de banho.
- Está bem, quando saires avisa. Eu vou arrumar a sala.
Ele devia estar muito chateado, porque não me conseguiu picar, mas queria lá eu saber.
Olhei de relance para a Diana e para o Bill...tinham as cabeças escondidas, e ouviam-se murmúrios. Deviam estar a conversar.
- Eu não queria estragar o romance, mas têm um quarto ali ao lado. É que eu tenho que arrumar a sala, sim?
Levantaram-se, sem dizer nada. Foram para o quarto, de mãos dadas e a rirem-se. Sabe-se lá o que iam fazer...
- Queres ajuda? - perguntou o Gustav.
- Oh, obrigada. Podias levar as garrafas para o lixo?
- Okay, não há problema.
Sorri para ele. Era mesmo um grande rapaz. Discreto, mas quando falava, era sempre prestável ou amigo.
Quem não estava a gostar muito era o Georg, que olhava para nós de lado. Fui ter com ele e pentiei-o, porque tinha o cabelo parecia que tinha acabado de levar um choque.
- Perdemos o nosso banho por agora, mas daqui a bocado já vamos, pode ser? - disse-lhe, dando beijinhos na cara.
- Pode. - respondeu, secamente.
- Não me queres ajudar a arrumar a sala? - disse, a mostrar a língua.
- Isso é trabalho para as senhoras.
- Então chamas senhora ao Gustav?
Ele não respondeu. Saiu e foi para a varanda fumar.
Fui ter com ele. Algo não estava bem. Devia estar com ciúmes.
- O que se passa contigo?
- Nada.
- Então porque não me respondeste?
- Porque não me apeteceu.
- Ai sim? Então também já não me apetece tomar banho contigo.
Achei que ele estava a exagerar. Uma coisa era estar com ciúmes e não querer falar, outra coisa era responder mal para mim. Os ciúmes controlam-se, se ele não sabia os controlar, azar o dele.
Fui arrumar o resto da sala, zangada e mal humorada.
- Já podes ir tomar banho. - disse o Tom, aparecendo de repente.
- Ok, já vou. - respondi, visivelmente mal humorada.
- Pois, eu disse-te que me ia vingar.
- PÁ, DEIXA-ME SIM? - gritei.
Corri para o quarto, e começei a chorar. Já era a segunda discussão que tinha com o Georg. A primeira, não foi bem discussão, mas desconfiei um bocado. Estar doente e não avisar...Mas esta deixou-me bastante triste e magoada. Eu gostava dele e só dele, e ele continuava a desconfiar disso. E isso magoava-me mesmo muito.
O Gustav entrou no quarto. Tinha visto a minha reacção, tinha visto eu a gritar com o Tom e também tinha visto eu a conversar na varanda com o Georg. Ficou preocupado, claro está.
- Eu não acredito, eu não acredito! Tudo estava tão bem...desde que voltaram, ele nunca mais voltou a ser o mesmo! Porquê, Gustav, porquê? Porque é que lhe custa a acreditar que EU GOSTO DELE? Porquê? - gritei, atirando-me para cima dele, a chorar.
- Vá, tem calma. Ele é ciumento, ele precisa de alguma prova de amor completa para saber que gostas verdadeiramente dele.
- Fogo, mas será que a minha pulseira não lhe chega? Foi aquela pulseira que nos juntou, Gustav! Se dantes era importante, agora é ainda mais! Eu amo-o, eu amo-o mesmo...estas birras dele enervam-me tanto! O que é que posso fazer para lhe agradar? O quê, diz-me?
- Eu não sei...lembra-te que ele sofreu muito, e que precisa que te entregues de corpo e alma.
- Porra....eu só quero estar com ele, fazê-lo feliz como ele me faz a mim. Aqueles dias que passámos juntos foram perfeitos, e eu nunca me vou esquecer. O dia do aeroporto...eu amo-o cada vez mais, e não suportava que ele acabasse comigo só porque duvida do meu amor por ele. - e chorava cada vez mais, e mais....
- Vá, tem calma...
E entrou o Georg. Um Georg no início espantado, mas depois furioso. Tinha qualquer coisa na mão, que largou com todas as suas forças e que partiu uma moldura minha e da minha mãe que tinha na cómoda. Saiu do quarto, de casa.
E eu abraçada ao Gustav...

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