Os quatro rapazes olhavam para tudo, a observar. O meu apartamento, pintado de vermelho e branco, com algum preto à mistura. A minha sala, com dois sofás grandes e uma TV plasma. Uma cozinha e três quatros...Uau!
- Eles nunca viram um apartamento, Diana.
- Podes crer!
E partimo-nos a rir, gozando com eles. O Georg mostrou-nos a língua.
- Experimentem viver num autocarro ou em hotéis, que vão ver o porquê disto. Não é admiração, é saudade. Saudade de vivermos com a nossa família, num apartamento.
- Pronto, mas isso não é motivo para dramatizar! Aliás, tenho a certeza que o apartamento da tua mãe deve ser muito diferente do meu.
- Lá isso é que é. Preto num apartamento? Quem é que mete PRETO? - ripostou o Bill, com desprezo.
- Olha, eu meto, mas não muito pa não ficar muito melancólico. Existe problema? - disse eu.
- Não, mas umas cores mais alegres faziam jeito.
- Mas eu gosto assim! - disse a rir.
- Pronto, pronto, já não a chateio mais! - respondeu ele, a rir-se também.
- Já dormia um bocadinho...que dizes, Sónia? - disse o Tom. Mas depressa olhou para a cara do Georg. - Que dizes Sónia em arranjar-me um quarto, claro!
- Ahah, vá não se zanguem. Existe só um problema.
- Que é.... - disseram os quatro em coro.
- Alguém vai ter de dormir no sofá. - disse a Diana, que já conhecia a casa.
- Ou seja...o Tom ou o Gustav.
- Gustav, mano...epá, eu sei que te devem doer muito as costas da bateria, mas eu canso-me mais a andar de um lado para o outro, e tal...
- Já tou a ver a tua ideia, pá. - disse o Gustav, a olhar para cima, porque o Tom era mais alto.
- E então?
- Cara ou coroa.
- Ena, não! Nunca tenho sorte nesse jogo. - resmungou o Tom, sentando-se no sofá a fazer beicinho.
- Já tenho a moeda. - disse o Georg.
- Vá, cara ou coroa, Tom?
- Coroa.
Lá vai a moeda ao ar...
- Lamento, calhou cara. - disse o Gustav a rir.
- NÃÃÃÃÃO! Porque é que sou sempre eu? Pois, como sou o que trabalho mais tenho as piores instalações. Deixem, deixem que eu já vos lixo.
E foi-se embora, chateado. E nós a rir, a rir...coitado do Tom.
Depois de mostrar as instalações aos rapazes, fui vestir a camisa de noite ao quarto.
Já sentia o perfume do Georg outra vez, já o tinha comigo. Não sabia como iria ser a seguir, mas só queria ficar com ele. Talvez, talvez eu fosse com ele para a Alemanha. Mas não queria pensar mais nisso...Só queria aproveitar este tempinho com ele, quer fosse grande ou pequeno.
- De que estás tu a sorrir? - disse, ao entrar no quarto.
- De nada. Estava a pensar em ti, para não variar.
- Tinha saudades tuas. - disse ele, abraçando-me.
- Eu também tinha. Estava a ver que nunca mais chegava este dia.
- Pois, eu também não.
- Sabes, quando tu entraste no aeroporto, eu senti o mesmo que na primeira vez que nos beijámos. Não havia mais ninguém, eu só te via e só te sentia a ti. Não ouvia os gritos das fãs, os flashes das câmaras, nada. Só a ti.
- Amo-te.
- Também eu.
E fomos ver televisão para a sala, de mãos dadas.
Estávamos todos muito bem instalados...o Gustav, o Bill, a Diana...e o Tom?
- MOCHE A ELEEEEEEEES! - gritou alguém do corredor.
E entrou o Tom com...um peluche? Não, era um urso muito grande, e vinha com ele. A Diana saltou para fora do sofá e quem teve de aguentar com ele(s) foram o Bill e o Gustav. O Georg e eu apreciavamos a cena, sem mexer uma palha. O Bill e o Gustav riam-se, e gritavam para o Tom sair, mas ele só dizia 'Vingança, vingança! Tomem!" E saltava ainda mais para cima deles.
Fui em defesa dos coitados. Agarrei numa almofada e dei na cabeça do Tom. Este, saltou de cima deles e veio ter comigo. Olhou para baixo, por ser muito mais baixa que ele. E eu só disse:
- Guerra.
E depois agarrei na almofada outra vez e foi em cheio na cara. A Diana também agarrou numa e atirou-se ao Bill. O Georg veio ter comigo e levei uma na cabeça. Estava entre o Tom e o Georg, os dois com uma almofada. Quando me iam mandar a almofada, baixei-me e levaram os dois. Agarrei noutra almofada e mandei uma ao Gustav e outra à Diana. Estávamos tão entretidos...
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