sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Loving you twice - Capítulo 49

- SURPRESA! - gritaram os meus colegas.
Sim, era uma festa de despedida.
Agradeci aos meus colegas, chorei, deram-me presentes... Eu não precisava daquilo, eu nem gostava de despedidas. Mas eles tinham preparado tudo. E logo com a minha professora preferida, a de Filosofia.
Depois da festa, eu e o Tom ficámos a sós. Distanciámo-nos do resto das pessoas. Quando estávamos sozinhos num canto, pegou-me nas mãos.
- Quero ter-te, uma última vez. - afirmou Tom.
Sorri e puxei-o por uma mão. Levei-o para dentro de um dos pavilhões. Não estava ninguém ao pé das casas de banho. Puxei-o para dentro da casa de banho das raparigas, que estava vazia.
- Hey! Eu não vou entrar! - reclamou Tom, vendo se ninguém o via.
- Ai isso é que vais. É a tua última oportunidade de estares comigo, Kaulitz. - afirmei.
Sorriu e cedeu. Entrámos num dos cubiculos e trancámo-nos.
(...)

- Então é aqui que vais passar os próximos meses, han? - perguntei.
- Exactamente. - respondeu Tom.
As nossas vozes eram baixas. Queríamos dizer algo acertado, mas nada saía.
- É um estúdio fixe. - afirmei.
Tentávamos distraír-nos, mas nada mais saía do nosso pensamento que não o facto de eu me ir embora.
- É...é giro. - disse Tom.
- Espero que corra tudo bem. Vocês merecem fazer sucesso. As vossas músicas são espectaculares.
- Obrigado...
Aproximou-se. Rodeou as minhas ancas com os seus braços, entrelançando os seus próprios dedos.
Fitámo-nos e beijámo-nos.
- Amanhã levas-me ao aeroporto? - perguntei.
- Não quero falar sobre amanhã. - afirmou.
- Promete que me levas lá. Por favor... - pedi.
- Pronto, eu levo...
- Não te queres despedir de mim?
- Claro que não. Achas que quero que vás embora?
- Não há volta a dar. Mais vale ires lá para nos despedirmos.
- Vai ser o pior dia de sempre.
- Pode ser, mas não vai ser o último.
- É isso que custa. Porque pensava que ia ficar contigo até ao meu último dia.
- E vais. Podemos ficar afastados uns meses, mas eu volto. E depois, prometo que ficamos juntos. Até ao último dia.
- Espero bem que isso aconteça.
- Tom, alguma vez te menti?
- Nunca.
- Então confia em mim. Eu volto. Eu vou ficar contigo. Isto se ainda quiseres.
- Como ia não querer?
- Até lá deixas de sentir o mesmo. Arranjas outra pessoa. Vais deixar de gostar de mim.
- Isso se tu não deixares de gostar de mim primeiro.
- Eu não te vou esquecer facilmente, acredita.
- Nem eu... por isso, quero mesmo que voltes.
- E volto. Mesmo que eu e tu não dê em nada nessa altura. Mesmo que eu e tu já não gostemos um do outro da mesma maneira. Vamos continuar amigos, certo?
- Certo. Mas e agora que vais embora? Como ficamos?
- Não tinha pensado nisso... Ou talvez não quisesse pensar.
- Que fazemos?
- Não podemos continuar "juntos". Não vai dar em nada. Fazemos assim, eu volto. Volto mesmo. Se na altura sentirmos o mesmo...
- É isso. Mas não vamos acabar. Quando partires, saberemos que acabou.
- Saberemos que acabou...

Sem comentários: