quarta-feira, 17 de setembro de 2008

We'll always belong to each other - Capítulo 19

Eu e a Diana fomos a correr ter com ela. A Diana falava pouco com a Catarina, mas gostava imenso dela. "Ela é mesmo querida e simpática, Sónia!", dizia-me de vez quando. E eu acenava que sim, que sim...
- Catarina, há quanto tempo amor! - gritei eu, com um mega abraço.
- Sónia, Diana! Tinha tantas saudades vossas! - dizia ela, dando beijos na cara a nós as duas e abrançando-nos.
- Ahah, eu também tinha imensas saudades tuas! - respondia eu, e a Diana dizia o mesmo, a rir.
- Mas eu posso saber que gritaria vem a ser essa? - disse o Tom, a entrar de repente.
A curiosidade era danada, man. Tinha a certeza que o Tom fez de propósito, só para saber quem era a famosa Catarina apaixonada por ele. E foi tão cómico vê-los aos dois. A Catarina estacou, ficou vermelhíssima, a olhar para ele de boca aberta. Não conseguia dizer nada de nada. O Tom, esse olhava para ela de alto a baixo. E fez um sorriso, a mexer no piercing.
- Olá. Então, és a famosa Catarina, anh? - decidiu-se o Tom, dando-lhe dois beijos na cara.
- Olá...ah, sou... - respondeu ela, bastante envergonhada, e visivelmente a tremer.
- Bem vinda à casa da Sónia !
- Pois Tom. Eu sei. - respondi por ela, a rir-me. - Bem, vamos ficar aqui especados no hall por quanto tempo? Vá, vamos para a sala!
Entrámos na sala, com a Catarina a apertar-me a mão com muita força. A Diana foi ter com o Bill, e eu sentei-me ao lado do Georg, com a Catarina ao meu lado. O Tom sentou-se ao lado dela, visivelmente interessado.
- Então, queres beber ou comer alguma coisa?
- Não, Tom. Obirgada. - respondeu ela, apertando-me a mão, que me aleijjou até.
- AUCH! - girtei, com dor. - Ah..não foi nada, foi o Georg que me pisou. Tem mais cuidado, sim? - disse, piscando-lhe o olho.
- Desculpa amor. - respondeu, percebendo o jogo.
A Catarina e o Tom iam falando. Ela foi perdendo o medo de falar, não só com ele, mas também com o resto dos rapazes, que metiam também conversa com ela. Ela estava bastante contente, e tinha os olhos a brilhar muito, muito. Eu e a Diana trocámos um olhar rápido, a dizer que aquilo ia de certeza dar qualquer coisa. E eu olhei para o Gustav. Coitado...não tinha ninguém!
- Deixa, ele fica bem. Nós já lhe quisemos arranjar uma rapariga, mas ele nunca se interessou muito.
- Mas eu tenho pena dele, Georg. Já viste? Agora até o Tom...só vai ficar ele, e isso pode deixá-lo um bocadinho de fora.
- Só se nós deixarmos.
- Eh lá...esse "T" que tens aí ao pescoço é de Tom? - perguntou o Tom.
- É sim. Acho que a Sónia já te disse que tu és o meu perferido.
- Pois disse. - e piscou-lhe o olho.
O resto da tarde foi passada à conversa. Alguns, viam televisão. Outros, conversavam. E chegou a hora do jantar.
- Eu faço o jantar! - ofereçeu-se o Gustav, com um sorriso nos lábios.
- Eu posso ajudar... - disse a Catarina, um bocadinho envergonhada.
- Óptimo, então eu e o Georg metemos a mesa.
- ó Sónia, tens de aprender a tar calada de vez em quando.
- Temos todos de ajudar, vá!
- Então e o resto do pessoal?
- O Tom vai lavar a loiça, a Diana e o Bill vão levantar a mesa.
- Pois, tu tás a fazer-te muito dona de casa, oh Sónia. - resmungou a Diana.
- Minha querida, não vou ser eu a fazer tudo, yah? Temos de dividir tarefas.
- Sim, Sónia. Dona de casa...fogo, põe-te a pau, Georg. Se fores viver com ela, és tu que vais arrumar a casa toda enquanto ela fica a ver televisão!
Todos se riram, menos eu. Atirei-lhe uma almofada à cara. O Bill e o Georg saíram de repente, dizendo que tinham de ir tratar de assuntos importantes, enquanto o Tom foi para a cozinha, com o pretexto de ver como estava o jantar. Pois, o que ele queira sabia eu. Eu e a Diana desconfiámos um bocado por causa do Bill e do Georg, mas depois não ligámos. Metemo-nos à conversa, aquelas conversas que já não tinhamos há algum tempo.
- Então, vais contar as novidades, não vais? - perguntei eu, mesmo interessada.
- Que novidades é que tu queres?
- Tu e o Bill...
- Oh...
- Então? Porque ficaste tão vermelha?
- Porque...
- Sim...
- Porque aconteceu.
- Assério? Mas isso é óptimo querida! - e abraçei-a.
- Foi tão bom...eu amo-o mesmo, ele é perfeito e não sabia o que havia de fazer sem ele.
- Eu sei o que isso é.
- Pois, mas o que é que se passou contigo e com o Georg?
- Chateámo-nos, mas já está tudo bem. Ele teve um ataque de ciúmes por causa do Gustav, qe tem sido como o meu melhor amigo nos últimos tempos. Mas eu expliquei-lhe tudo, e ficou tudo bem.
- Oh, ainda bem...vocês fazem um casal...
Não consegiu acabar a frase, porque eu me tinha lembrado de algo e fui a correr para o quarto, sem lhe dar tempo de nada. Fui procurar, pelo chão todo, mobília, tudo. E lá estava no chão, uma caixa média, no chão, por baixo da cama. Abri-a...e o que achei eu? Dois fios. Um dizia Georg e outro dizia Sónia. Eram lindos, sem um único defeito. Eu olhava para aquilo com os olhos a brilharem. As lágrimas começaram a cair-me, porque me tinha lembrado do que se tinha passado naquela manhã. Eu imaginava o que o Georg tinha sentido quando, todo contente com aquela caixa qe me mostrava o amor dele por mim, tinha encontrado o Gustav abraçado a mim. Chorei, chorei e chorei, com a caixa nas mãos. A Diana veio ter comigo ao quarto, e ao vendo-me chorar, perguntou o que se tinha passado.
- SÓNIA, SÓNIA! - gritava ela, porque não obtia resposta. Gritou tanto que vieram todos, preocupados comigo.
- Amor, amor, o que se passa? - disse o Georg, preocupadíssimo comigo, olhando ora para mim, ora para a caixa.
- Perdoa-me, perdoa-me... - só sabia dizer isso, abraçada a ele.
- Mas perdoo-te pelo quê?
- Por causa desta manhã. Tu vieste com uma felicidade enorme, e de repente, apaguei-a por completo, quando me viste aqui com o Gustav. Perdoa-me mesmo. Eu quero usar este fio, eu quero. Amo-te tanto, mas tanto! - dizia eu, a chorar mesmo muito, enquanto via de relance a Diana a chorar também, agarrada ao Bill.

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