quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Loving you twice - Capítulo 23

Acordei. Tom ainda estava do meu lado. Elevei o tronco, apoiando-me nos braços.
" Que me deu para gostar dele? Porquê nós? Porquê tão rápido? Porquê tão forte? Porquê assim? ".
Sorri ao ver a sua cara de anjo a dormir.
- Meu anjo rastafari... - sussurei e acariciei-lhe levemente a cara.
- Minha anjinha ruiva... - disse ele, abrindo os olhos.
- Ouviste-me? - perguntei, rindo.
- Sim, ouvi.
Puxou-me de maneira a eu ficar deitada outra vez. Ri.
- Que queres, Tom Kaulitz? - perguntei em tom de troça.
- Quero-te a ti, Inês Stuttgart.
E beijou-me ternamente.
- Vou ter saudades de dormir contigo - disse-me.
- Também eu. - afirmei.
- Para me lembrar de ti todas as noites, vou pôr um saco de gelo ao lado dos meus pés...
- E eu vou a tua casa raptar-te para poupares cubos de gelo!
Rimos e ele beijou-me outra vez.
- Uau... - disse eu em tom de troça, contemplando o seu corpo.
Tom havia dormido em tronco nu.
Pegou na minha mão e encostou-a ao seu peito.
- Sentes? - perguntou-me.
- Oh, sim! Está firme. Tens andado a fazer exercício, Kaulitz! - respondi, troçando.
- Não é isso, parva. Depois a mim é que me falta inteligência!
- Oh, então diz lá o que é.
- É o meu coração a bater. E sabes porque está a bater?
- Porque se parasse estavas morto...?
- Também - riu. - Mas bate, porque o teu também bate. Porque se não estivesses aqui, não fazia sentido este coração estar a bater neste momento.
- O Tom Kaulitz está a ser romântico?!
- Deixa de ser parva, já te disse que te amo. Não achas razão suficiente para dizer coisas destas?
- Não sei...
- És tão perfeita, meu anjinho! - beijou-me a testa. - Porque é que pessoas como tu não são imortais?
- Porque assim que pessoas como tu partem, as pessoas como eu deixam de ter uma razão de viver. Não fazia sentido eu continuar a viver se tu não estivesses aqui.
- Wow, a Inês Stuttgart também está a ser romântica?
- Só porque tem o seu rastafari aqui!
- Huum...e a menina não tem fome? Quase não comemos depois de tanto esforço físico ontem. - afirmou com um sorriso matreiro.
- Esforço? Eu acho que quem corre por gosto não cansa!
- Quem me dera poder dizer isso...
- Queres dizer que não querias que aquilo tivesse acontecido, oh parvalhão?!
- Achas? Estava a brincar! Mas cansa na mesma...tu sabes que sim.
- Pois sei...e sim, tenho fome.
- Então fica aqui.
Tom levantou-se.
- Onde vais, Tommy Boy?
- Preparar uma surpresa à minha Nicky Girl!
- Ui! - esfreguei as mãos.

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