Entrei na sala de Filosofia com a Vanessa. Era o primeiro dia de aulas. Aquela professora de Filosofia encantava-me. Sabia fazer mil e uma coisa diferentes, tinha imensos talentos, era muito engraçada e com ela, descobria e aprendia sempre algo novo. Para além de que ela explicava muito bem as aulas todas, compreendia todos os alunos e mais que uma professora, era uma amiga.
Rapidamente apanhámos um lugar na primeira fila, o que nos encantou, pois adorávamos aquela professora.
Vi os Kaulitz entrar na sala. Vanessa falava vagamente com Bill desde o ano escolar anterior. Bill passou por nós e sorriu-nos. Sorrimos de volta. Tom passou por mim e lançou-nos também um sorriso, que apenas foi retribuído por Vanessa. Eu limitei-me a revirar os olhos. Vanessa deu-me uma ligeira cotovelada no braço.
- Que foi? - perguntei-lhe, indignada.
- Não devias ter feito isso - respondeu-me.
- Vanessa Alexandra, aprende uma coisa. Farta de lidar com putos estou eu! E estou atravessada com o Kaulitz desde que ele me disse aquilo ontem no skatepark, como se fosse tudo dele!
- Mas isso não é razão para ficares a pensar mal dele! Vai-se a ver ele é bem simpático!
- Não acredito nisso.
- Mana, deixa de ser escafiosa com o rapaz! Ele até parece fixe!
Entretanto os Kaulitz arranjaram um lugar no fundo da sala.
- Kaulitz, não vos quero juntos! - disse a professora, fitando-os e acentindo negativamente. - Todos os anos são o caos quando vocês estão juntos!
- E para onde vamos? As mesas estão cheias! - refilou Tom.
- Ele que não falasse... - murmurei.
Apenas me apercebi de um revirar de olhos vindo de Vanessa.
- Tom e Vanessa, podem trocar de lugares? - perguntou a professora.
Fitei Vanessa, abrindo muito os olhos. O Tom vinha para o meu lado e ela ia para o lado de Bill!
- Não... - implorei no meu silêncio.
- Tenho de ir - disse Vanessa, levantando-se, pegando na sua mala.
A sua expressão não era muito feliz. E muito menos a minha.
" Vais ter de ficar ao lado do Kaulitz...m*rda! "
Vanessa foi até ao fundo da sala e sentou-se ao lado de Bill. Entretanto Tom chegou ao pé de mim. Afastou a cadeira, puxando-a para trás e depois sentou-se. Apoiou um cotovelo em cima da mesa e fitou-me, enquanto eu tinha as mãos a taparem-me a cara.
- Que tens? - perguntou-me.
- Interessa-te? - perguntei-lhe.
- Hey, só estava preocupado.
- Não precisas de te preocupar comigo. Eu sei cuidar de mim mesma.
- Tanta frieza, menina Inês...
- Não me conheces de lado nenhum para me chamares pelo meu nome.
- De onde vem tanta barra junta?
- Tipo...Kaulitz... - virei-me para ele e olhei-o nos olhos. - Se pensas que por te sentares ao meu lado na aula de Filosofia eu vou falar bem contigo, ou que tens sequer o direito de me dirigires a palavra, enganas-te. E é bom para ti que não me chateies.
- Porquê? Bates-me? - perguntou-me, sorrindo.
- Não me tentes a fazê-lo - respondi-lhe com desprezo.
- Uma rapariga a bater-me...claro!
- Duvidas?
- Duvido!
- Então não perdes pela demora, Kaulitz.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
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